domingo, 31 de maio de 2009

SOBRE BOLOS E "POR QUÊS?"

Não tenho nada pra falar hoje. Bem, nada agradável. Mas dizem que escrever é uma forma de não enlouquecer.

Peraí, será que disseram isso mesmo ou sou eu eu que já tô em vias de ficar louca e inventei isso? Sei lá, mas já que tenho um espaço pra falar minhas asneiras, vou usá-lo para desabafar.

Final de semana passada tomei um toco de um recém ficante. Deve ser mais um que aderiu ao movimento "Vamos enlouquecer/ sacanear a Aline", pois depois de tudo combinado, simplesmente não me ligou. Isso aí: tomei um toco. Caralho! É praticamente fim de carreira tomar um toco de um cara que disse que se amarraou em em me conhecer, né? Gente... devo estar um bagulho mesmo.

Durante a semana, confesso que infringi uma das normas do "manual" e mandei algumas mensagens via SMS pra ele. Ah, sei lá, não levo nada a sério essas "normas de conduta". Qual o problema eu dizer que ele foi a surpresa boa do meu final de semana? Afinal, foi mesmo. Aí ele me ligou algumas vezes falando pra gente se ver no sábado. Sábado me ligou e eu falei que ia pra Lapa. Ele também tava indo pra lá, aí falou : nao sei exatamente pra qual lugar, mas te ligo, de repente a gente se encontra. Tava amarradona em vê-lo. Inclusive falei pra ele. Ok, vai ter um monte de gente dizendo "mas homem não pode saber que a gente tá a fim de vê-lo porque aí perde o interesse". Mas eu não sei fazer joguinhos e me comportar como se não estivesse nem aí. Po! Beijei o cara. Não saio por aí beijando por beijar. Pra mim é tão óbvio: beijei o cidadão e isso quer dizer que gostei do papo dele. E é natural querer vê-lo de novo.
E esse foi meu problema: saí para vê-lo, e fiquei esperando o cara ligar. Checava o celular a cada 3 min. Até que à 1 e meia da manhã cansei da brincadeira e fui pra casa.

Maior papelão: dor de cotovelo em pleno sábado à noite, rodeada de cara gatinho... Quase 4 da manhã, qdo ja tinha xingado ele pra cacete, apagado os números de telefone dele do meu celular e todas essas medidas que a gente sempre toma quando tá puta com um cara, triiiiiiiii! Toca o celular. Não acreditei quando o ser (doidão) falou: po! até que enfim consigo falar com você, tô te ligando a noite toda.

Caraca, que ódio! Respondi: impossível, o celular tava ligado. E dá licença que eu tô dormindo. Dessa vez eu falei mentira: não tava dormindo, não. Tava é me sentindo um lixo pelo pouco caso dele comigo.

Sou do tipo que prefere ouvir algo bem desagradável a ficar tentando descobrir mil defeitos em mil. Defeitos esses que foram cruciais para fazer com que um cara não me ligue. Mandei outra mensagem de SMS: se a gente não se falar, vou acabar desfazendo a boa impressão que tive de você quando nos conhecemos. Me ligou e perguntou se eu tava brava com ele. Falei que no dia fiquei puta da vida, mas já nem me lembrava mais, nem dele e nem do bolo (ai que mentira!). Aí ele disse "que bom, pensei q você não ia mais querer me ver". Olha que ordinário! Sou volúvel mas não a ponto de perder a vontadona que eu tava... mas respondi "qualquer hora a gente se esbarra na Lapa". O cara deve ter feito uma cara de espanto porque ficou mudo e perguntou: como assim? Falei: ué, você me dá um bolo daquele e acha que vou aceitar outro convite seu?". Nem sei como falei isso, deve ter soado falso à beça. E pior: rolou o maior medo de ele nunca mais me chamar pra nada mesmo. Aí, ficou puxando uns assuntos, só pra não desligar, sabe? Me enchi e falei "Darling, vou tomar banho pra dormir. Qualquer hora a gente se encontra pela Lapa".

Gente, por que homem faz essas porras, hein? Po! se não tava a fim de me encontrar de novo, por que disse q queria me ver? O cara caiu no meu conceito. Mas conceito é uma coisa racional, e eu não costumo dar muita atenção à razão. Continuei com vontade de vê-lo. Mesmo sabendo que o certo era transferi-lo para a lista dos que já foram, já passaram.

Como dias antes eu havia conhecido o amigo de uma amiga, com quem fui ao cinema num dia e jantar no outro, pensei que de repente ele era menos doido e menos infantil. Tive uma boa impressão dele e realmente achei que não tinha muito jeito de ser canalha.

Há! Que belo engano!

Aliás, que grande merda de coincidência (o que só faz aumentar minha paranoia em achar que existe sim um movimento "Vamos enlouquecer/ sacanear a Aline". O enredo foi praticamente igual: telefonemas durante a semana, palavras super gentis e convite para sair. Num dia tivemos um desencontro, mas marcamos um cineminha para este final de semana. Filme escolhido, faltou só confirmarmos qual a sessão.

E aí entrou em cena a parte que é de foder com a cabeça de qualquer pessoa: o cidadão não me ligou. Aliás, para ser mais específica, sequer se deu ao trabalho de atender meu telefonema.

Fiquei puta, xinguei, mas acima de tudo me fiz a clássica pergunta: por quê?

Sim, porque mais do que querer matar o cidadão, eu queria entender o motivo disso. Qual o problema em falar "Aline, hoje não vai dar de novo." ou "Preferia ficar em casa, estou meio cansado". Sabe essas "mentirinhas brancas" que a gente usa para dar uma desculpa que não vá magoar a outra pessoa?

É bem mais elegante usar dessas mentirinhas brancas do que simplesmente ignorar que a outra pessoa pode ter desmarcado outro programa (que não precisa dizer que é com outro cara, com amigas. Sabe como é: sábado à noite, a Lapa fervendo, dia de esquecer dieta e tomar umas e outras. Enfim, dia de ser feliz.), ou ignorar que a pessoa (lembrem-se de que se trata de uma mulher) pode ter ido ao salão, fazer as unhas, dar um jeito na depilação, e todos esses preparativos que um sábado merece).

Por esses motivos todos, a pergunta "por quê?" não sai da minha cabeça. Por que homem faz isso?
A resposta do cidadão sobre não ter me ligado? Aquela tão velha quanto andar pra frente: saí de casa e esqueci o celular. Bem, não merece nem comentários. Na verdade, senti, sim, vontade de tecer vários comentários, mas falar o que sobre uma desculpa tão sem criatividade? Melhor deixar pra lá.
PS: Obviamente a foto que ilustra este post é de um bolo delicioso. Foi só pra constrastar com o referido no texto.