sexta-feira, 29 de maio de 2009

SHOW DE ABERTURA DA FLIP: ADRIANA CALCANHOTO



A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) começa dia 1o. de Julho com show da Adriana Calcanhoto. Ela também é escritora, será que ninguém pensou em colocá-la em uma mesa?


Bem, a programação já está fechada (e pode ser conferida no site http://www.flip.org.br/) e a venda de ingressos começa 2a-feira próxima. E eu vou comprar para algumas palestras (abaixo). Só espero que dê também para ver a entrevista com o Cony na Flipinha, que é a versão para a criançada (e que vale ser conferida pelos adultos também!).

Sem contar a programação da Off Flip, que é sempre super interessante. Como dá pra perceber, tem programa para todos os gostos. Se você já acha Paraty linda, imagine esta cidade respirando literatura e outros tipos de arte...


EU NÃO VOU PERDER AS SEGUINTES MESAS:

SEXTA-FEIRA:
15h - Mesa 8 - Sentidos da transgressão Edna O’Brien em conversa com Liz Calder No início dos anos 1960, a irlandesa Edna O’Brien teve exemplares de seu livro Country girls queimados pela comunidade religiosa local, incapaz de aceitar que a vida sexual das personagens fosse descrita com tanta crueza. Desde então, compôs uma obra densa e multifacetada, marcada pelo confronto com o conservadorismo da Igreja Católica, pela luta em favor da autonomia feminina no meio artístico e pela análise da obra de um de seus mentores literários, James Joyce.

17h - Mesa 9 - O eu profundo e outros eus Mario Bellatin e Cristovão Tezza Professor de uma escola de escritores no México, Mario Bellatin admite tudo – menos que o candidato a ficcionista inspire-se na própria vida para criar sua história. Um dos mais premiados autores brasileiros dos últimos anos, Cristovão Tezza fez exatamente isso em O filho eterno,e ninguém ousará dizer que não foi bem-sucedido. Qual, enfim, o papel da experiência pessoal na literatura? Eis o mote para a discussão entre os dois autores. Mediação: Joca Reiners Terron

19h - Mesa 10 - Sequências brasileiras - Chico Buarque e Milton Hatoum : Em Leite derramado (você já leu? é muito bom!!!!!) , Chico Buarque criou um narrador que personifica a desfaçatez da classe dominante brasileira. Em suas reminiscências delirantes, ecoam lembranças de família e uma visão ácida sobre a formação do país. Na obra de Milton Hatoum, reminiscência e memória familiar são igualmente uma pedra angular – mas que enquadram o país sob as lentes da presença árabe na Amazônia. O Brasil na visão desses dois grandes prosadores é o tema da mesa que eles compartilham em Paraty. Mediação: Samuel Titan Jr.


SÁBADO
19h - Mesa 15 - Escrever é preciso António Lobo Antunes em conversa com Humberto Werneck O português António Lobo Antunes (postei um poema dele recentemente aqui) é autor de mais de vinte romances, que em conjunto o situam entre os maiores estilistas da língua. Apesar do idioma comum a Portugal e Brasil, o autor não vem ao país desde 1983 e já declarou que não incluía o Brasil entre suas prioridades – preferia deixá-lo para o antípoda José Saramago. Este evento em Paraty vem corrigir a lacuna. Polemista contumaz e avesso a aparições públicas, Lobo Antunes conversa sobre essa e outras dimensões de sua trajetória.


DOMINGO
16h15 - Mesa 18 - Antologia pessoal Edson Nery da Fonseca e Zuenir Ventura A memória afetiva é o mote desta mesa que encerra a homenagem a Manuel Bandeira. Amigo e correspondente do poeta, o professor Edson Nery da Fonseca relembra os anos de convivência no Rio e em Pernambuco. Ex-aluno de Bandeira, Zuenir remonta aos tempos de aprendizado com o mestre. Na mediação, o jornalista Humberto Werneck, biógrafo de Jaime Ovalle e bandeiriano de primeira linha. Mediação: Humberto Werneck