quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Desculpe a falta de modéstia...

... mas senti vontade de dedicar este trecho a mim mesma. Pelas minhas vitórias, por tantas lutas (vencidas ou não) e pelo momento que que estou vivendo.

"Veja a quantidade de coisas que você faz, nas coisas que revolvem em torno de você e você, bem ou mal, vai solucionando. (...)
A mulher é um ser abençoado. É uma estrela de luz. Tem o ritmo da dança da vida em sua sensualidade, em suas curvas. Tem o poder de exercer tantos papéis vitais (...)."


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Poesia da melhor qualidade. Simples assim




Resolvi colocar este post pertinho do que falei sobre simplicidade. Afinal, uma das coisas que sinto vendo fotos como estas, é exatamente a ideia de simplicidade.
Apaixonada por flores e por fotografia, não resisto e publico esta foto, feita pelo Alexandre Camerini.
Tenho inveja danada de fotógrafos e pintores. Tem foto que toca tanto a gente,né? Esta é uma dessas: quanto mais eu olho,mais descubro sensações, significados. Poesia sem palavras.
Alê, parabéns pela sensibilidade do olhar.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Simples assim

Minha querida Marília, do blog http://tudooquevcdeveriasabersobreocasamento.blogspot.com escreveu outro dia sobre como seria bom simplificar nossas vidas. E também como é difícil conseguir fazer isso.
Lendo aquilo percebi o porquê de eu estar tão feliz nos últimos 2 ou 3 meses. Sim, tenho andado tão bem, sem absorver os problemas, sem esquentar minha cabeça com coisas que normalmente me dariam uma úlcera... E o motivo é exatamente esse: parei de complicar as coisas. Não procuro mais duplos significados no que fulano me disse: acredito nas palavras que ouvi. Mandei as mensagens subliminares pra puta que as pariu. E também passei a falar o que quero, e não tentar mandar "recadinhos" e obrigar o outro entender aquilo que eu queria que ele entendesse. Enfim, eliminei o mistério, o jogo, e tudo tem fluído de um jeito tão fácil, tão melhor.
Acordei mal humorada? Não tento fingir que tá tudo bem. Fico na minha e se alguém puxa assunto, aviso: meu humor tá um perigo. Pronto. Simples assim. Se a criatura tiver amor pela vida, sai de fininho, respeita meu mau humor, que não dura mais do que 24 h.
Tô a fim de ir ao cinema com ele? Falo "vamos ao cinema?". Sim ou não, muito mais fácil e rápido do que falar que tal filme "estreiou semana passada e recebeu ótimas críticas. Acho até que é um dos favoritos ao Oscar.Deve ser ótimo, né? Só ator bom". Po! que enceção de saco isso,né? Mas o pior é que a gente SEMPRE faz isso. Ou então, convoca as duas melhores amigas, dá uma panorama da situação com o gato, e pede a opínião: ligo ou não ligo? Você acha que ele tá me levando a sério? O que será que ele quis dizer com isso?
Gente, que loucura é essa que a gente sempre faz? Minhas duas melhores amigas são as mulheres mais inteligentes do mundo, mas elas não tem como saber o que tá passando no coração dele. Por mais fofas que elas sejam, não são elas que podem saber o que ele sente por mim. É claro que vai ser no ombro delas que vou chorar quando a história acabar. E sendo bem prática, bem objetiva, ou melhor, simplificando, toda história acaba, né?
De um tempo pra cá da minha listinha de deveres (aliás, joguei fora esta tal listinha de deveres) algumas coisas que me irritavam ou que exigiam demais de mim. O resultado? Mais traquilidade, paz e felicidade pra mim. Não fiz nenhuma mudança drástica, não, eu só simplifiquei meu modo de pensar e de agir.
Se Deus quiser também simplifico meu modo de olhar pra mim mesma: tenho certeza de que quando deixar de ser tão crítica comigo mesma, tudo vai ser bem mais fácil.

Da mesma série: Só uma mulher sabe o que é - TPD

Felizmente, não tenho mais TPM e isso é igual àquela propaganda de um cartão de crédito: NÃO TEM PREÇO.
Mas se não houver outros probleminhas para encherem minha cabeça, vou ficar muito deprimida. Então, outro dia ouvi um termo e rolei de rir. Principalmente porque vi que tenho esse "disturbio". É a TPD: TENSÃO PRÉ-DEPILAÇÃO.
Segundo minhas pesquisas, muito sérias e totalmente confiáveis, é uma síndrome que atinge a mulher que tem consciência do quão arrasador para um namoro é deixar para depilar somente quando vai à praia e também aquela que não tem namorado mas está viva. E estar viva, como a expressão sugere, quer dizer que ela pode não ter namorado, mas isso não tem nada a ver com estar celibatária.
Estou em plena TPD e isso quer dizer que não me acho digna de ser chamada de mulher. Não! Mulher não combina com esta perna à la Tony Ramos que se apossa de mim 1semana antes de depilar. Para disfarçar, não ouso colocar uma bermuda ou uma mini-saia. Bem, minhas roupinhas prediletas não são a única coisa que deixo de lado. Evito também qualquer contato, digamos, mais íntimo.
Percebi que até eu mesma me evito. Passei o final de semana todo evitando ficar muito tempo em frente ao espelho e nem mesmo meus divinos cremes (sou apaixonada por creme) passei, como se não olhar para aquele tanto de pêlos os fizesse desaparecer.
Uma vez me perguntaram "por que você não descolore?". Argh. Sinto nojo só de pensar nisso. Sei lá, pêlo loiro-blondor dá um aspecto de sujeira. Anti-higiene total. O melhor disfarce é roupa mesmo.
Agora dá licença, que eu vou dar um pulinho lá na depiladora. Certamente quando eu voltar estarei bem mais calma e de bem comigo. E a partir de amanhã venho trabalhar de bermuda ou vestido numa boa.

Da série: Só uma mulher sabe o que é - TPM

Não sou de ficar doente, graças a Deus tenho uma saúde bem legal. Apesar de nunca ter tido nenhuma doença muito séria, tomo religiosamente um remédio para tireóide (tenho hipotireoidismo) e um antidepressivo (sim, eu tenho depressão). Quando a coisa "esquenta", recorro a um rivotrilzinho, porque perder sono por causa de problema não tem nada a ver. E sou ligada na tomada 220, então, de vez em quando, um "sossega leão" faz um bem danado.
Bem, esses são os remédios que tomo hoje em dia. Mas por uns 2 ou 3 anos eu tinha praticamente uma farmácia dentro da bolsa. Era diurético, muitas, muitas pílulas naturais, analgésico, relaxante muscular, calmante não-natural, e a lista aumentava a cada dica ou orientação médica. Tudo isso para amenizar a maldita TPM. Tudo em vão: a danada só aumentava.
Passei 1 ano indo a vários médicos, sempre testando uma nova pílula anti-baby. É que entre as substâncias que evitam a concepção, há algumas que ajudam a equilibrar os hormônios e isso poderia diminuir os sintomas TPM. Só que havia 2 problemas: um é que não melhorava porra nenhuma. O outro é que minha TPM não durava "alguns dias". Ela levava uns 15 dias. Inferno! Nem eu me aguentava.
Até que um médico teve a humildade de falar "Aline, já tentamos de tudo. Talvez a solução seja o Dr.Elsimar Coutinho". Quase chorei de emoção, pois já conhecia o nome dele há um tempão e lia tudo o que ele escrevia sobre a suspensão da menstruação.
Detalhe: ele atende no mesmo prédio onde trabalho. No dia da consulta, levei minha listinha de sintomas. Eram todos os listados abaixo. Sim, eu não era humilde: eu tinha TODOS os sintomas que se pode ter. E isos é um inferno.
O Dr. explicou sobre o "tratamento" que ele faz: implante de hormônios subcutâneos que suspende a ovulação e, consequentemente, a menstruação. Troca-se a cada 6 meses ou 1 ano. Minha próxima consulta é em Abril próximo. Depois, mais 1 ano de liberdade.

Abaixo um artigo da Dra. Vera Garcia da Silva - Médica psiquiatra de Adultos e da Infância e adolescência pelo Instituto de Psiquiatria da UFRJ.

A maioria das mulheres apresenta alguma alteração do humor durante o ciclo menstrual, mas somente 3 a 8% delas apresentam sintomas que correspondem a TPM ou, segundo à terminologia médica, Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM).

Esse transtorno se caracteriza por um conjunto de sintomas físicos, comportamentais e do humor que aparecem ou aumentam a sua gravidade na fase lútea tardia do ciclo menstrual ( período de alguns dias, que antecede a menstruação) e que desaparecem, ou retornam ao nível de gravidade anterior, com o início do fluxo menstrual.

Os sintomas mais comuns são:
1) humor deprimido,
2) sentimentos de desesperança;
3) pensamentos autodepreciativos;
4) ansiedade
5) tensão e sensação de “nervos à flor da pele”;
6) instabilidade emocional acentuada;
7) raiva e irritabilidade;
8) desinteresse por atividades habituais (tais como, trabalho, amigos e lazer;
9) dificuldade de concentração;
10)fadiga e falta de energia;
11)alterações do apetite, como avidez por determinados alimentos, por exemplo;
12)alterações do sono, podendo ocorrer insônia ou excesso de sono;
13)sentimento de descontrole emocional;
14)inchaço e/ou sensibilidade nas mamas
15)cefaléias;
16)dor articular ou muscular
17)sensação de” inchaço geral “e ganho de peso.

Para que seja dado o diagnóstico, é necessário observar o quanto esses sintomas interferem na vida da mulher, seja no trabalho, na escola ou na vida social, e que os sintomas tenham ocorrido por, pelo menos dois ciclos menstruais consecutivos, avaliados prospectivamente.

Outro aspecto importante, é distinguir o TDPM de outros transtornos do humor, como o transtorno depressivo maior, a distimia e o transtorno bipolar, onde não encontramos remissão dos sintomas acima citados, após o início da mentruação. Condições ginecológicas que afetam o humor, tais como, dismenorréia (cólica menstrual) e o uso de contraceptivos orais são hipóteses que também precisam ser descartadas.

Atualmente, não há uma causa identificada para o TDPM, mas estudos vêm demonstrando que mulheres, com uma predisposição genética, podem apresentar algum tipo de disfunção associada à neurotrasmissão cerebral, envolvendo principalmente a serotonina, cujos níveis são afetados pelos hormônios esteróides circulantes.

A intervenção terapêutica deve ser programada juntamente com a paciente, de forma a minimizar o desconforto causado pelos sintomas, levando-se em conta, tanto a apresentação clínica, como o grau de interferência na sua vida diária.

Os tratamentos preconizados são técnicas de relaxamento, psicoterapia cognitivo-comportamental, mudanças no padrão alimentar, exercícios físicos regulares e medicamentos antidepressivos, sendo a fluoxetina, o mais eficaz e bem tolerado.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Como é que se faz?

Antes de pegar meu livro, vim ver os e-mails. Já era tarde mas me deu uma vontade de escrever um texto sobre como tô feliz. Ou então sobre minha preguiça de correr. Ou sobre qualquer coisa inteligente ou engraçada.
Sabe quando você tem vontade de escrever uma coisinha só? já tem até o tema.
Que horror isso : saber sobre o que eu quero falar, saber pra quem eu quero e não conseguir escrever nem uma linha.
Levantei, tomei água e nada. Parei de querer que fosse um texto legal. Agora pode ser só pra falar "oi". Ou "valeu!". Ou "obrigada, ganhei meu dia".
Só que tá difícil, sei lá, acho que não vai sair nada daqui hoje.
Desisto. Entrego os pontos. Se alguém aí souber, me fala.
Alguém aí me diz como é que se faz quando a gente quer mandar um beijo cheio de carinho pra alguém que fez a gente muito feliz. Era só isso o que eu queria fazer: mandar um beijo pra Mônica, pra Marília e pro Fernando. É que eles deixaram uns recadinhos tão fofos pra mim... eu tinha que agradecer de algum jeito. Só que hoje tô sem inspiração, sem assunto.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

PS: EU TE AMO

Gosto de escrever. E gosto ainda mais de ler. Leio tudo que aparece e sei escrever sobre (quase) tudo por aí.
Escrevi bastante sobre meus dilemas, minhas dúvidas e acabei descrevendo a vida de um monte de mulheres da minha idade. Me deu uma quase depressão constatar que passei um tempão querendo ser diferente, construindo minha individualidade e acabei assim: igualzinha a zilhões de mulheres, tentando ser eu mesma. Falei demais sobre as dores e as delícias de ser desse meu jeito, meio teimosa e muito burra.
Até que me apaixonei de novo e entrei numas de falar o tanto que eu gosto de ter essa cara de boba-apaixonada-que-só-olha-pra-você.
Nunca recebi tanto elogio, quem diria.
Acabei gostando. Não só dos elogios (muito bem-vindos, claro!), gostei principalmente de ver que, por mais que a gente grite por aí que é uma mulher independente (ai, essa expressão me irrita. Enjoei dela), que é muito mais do que um corpinho bonito e blablabla, e por mais que o mundo esteja um caos e que o aquecimento global vá fazer não sei o quê com nosso planeta, o que a maioria de nós quer mesmo é falar de amor!


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

100 anos de Carmen Miranda. Ela era uma mulher como eu , como você.

Carmen Miranda, "a brasileira mais famosa do Século XX", faria hoje 100 anos.
Mas ela morreu jovem, aos 49 anos. A causa da morte? Excesso de anfetaminas e calmantes. Sim, uma overdose de "remedinhos" que ainda hoje fazem muito estrago por aí.
Carmen Miranda foi conhecida como "Brazilian Bomshell", o mesmo modo como se referem à Gisele Bundchen. Durante cerca de 15 anos, foi a grande estrela de Hollywood, mas muitos de nós não temos noção exata do que seu nome representou nas décadas de 40 e 50. Assim como não imaginavam, aqueles que acompanhavam sua carreira, o grande drama que vivia a estrela: o da mulher que trocaria as luzes do palco por um casamento tradicional que lhe desse um filho.
Uma mulher rica, famosa, bem sucedida na carreira que ela escolheu (gente, estamos falando de uma mulher na década de 30!) que sucumbiu aos soníferos e estimulantes. Comprimidos para que tivesse algumas horas de sono e mais comprimidos para poder ficar acordada. Uma mulher cujos dramas pessoais lhe faziam frágil, atormentada, sofrida. Uma mulher bem parecida comigo, com você, com sua irmã.

Te vejo zarpando - Cyntia Garcia

- Nesses últimos tempos, venho pensando na alquimia da mente.
- Parece óbvio, mas você tem que se tornar quem você é...
- Pois é, parece óbvio mesmo... mas é que a rapidez, o ritmo de tudo, às vezes deixa a mente turva, você não acha?
- Entendo, mas não pense nessa cadência ritmada da vida como algo insano. Ao contrário, positive seu pensamento, veja o lado bom. Veja a quantidade de coisas que você faz, nas coisas que revolvem em torno de você e você, bem ou mal, vai solucionando. É uma dádiva.
- Que bonito...
- ... e poderoso. A mulher é um ser abençoado. É uma estrela de luz. Tem o ritmo da dança da vida em sua sensualidade, em suas curvas. Tem o poder de exercer tantos papéis vitais, do lúdico ao luxuoso. Busque em sua alma. Se redescubra. Aflore seus desejos. Te vejo zarpando. Forte. Feliz. Linda!

(Cyntia Garcia é jornalista de moda. É co-autora da "Enciclopédia da moda")

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Não gosto muito

Antes de te ligar, repasso mentalmente toda nossa história, com ênfase nas suas mancadas, que é pra eu me convencer da grande perda de tempo que é eu continuar te ligando. Mas não adianta: meu pensamento dá um jeito de se livrar das lembranças ruins e se agarram às coisas boas e digito seu número, de casa ou do celular, que eu sei de cor.
Aí eu ligo pra você, faço um convite irrecusável porque eu sei todos os programas interessantes da cidade, principalmente aqueles que você adoraria fazer. Então, te convido sempre para o melhor programa da semana e você quase sempre aceita.
Depois do programa a gente vai pra sua casa, bebe mais vinho, dá mais risada e vai pra nossa brincadeira predileta: matar um ao outro de prazer. Sono profundo. Bom dia. Estamos atrasados de novo. Bom trabalho.
Mas por que eu faço sempre isso? Por que acabo sempre te ligando, se já falei mil vezes pra mim que aquele dia foi o último, que já não tem nada a ver e que eu gosto tanto de você assim. Não gosto das músicas que você coloca pra gente escutar, piso em ovos quando falo sobre mim porque você me acha sempre ansiosa e qualquer coisa que digo que não o agrade já é motivo pra dizer que estou irritada. Pra falar a verdade, você me irrita. Mas eu não teria coragem de discordar de você. Eu jamais gostaria de um cara como você. Eu tô é acostumada com você.
E é por isso mesmo que fico sempre pau da vida comigo mesma: se eu nem gosto de você, por que é então que deixo minha corrida pela metade só porque você me ligou? Por que eu desmarco compromissos em cima da hora só porque você vai passar aqui perto de casa e me liga e diz que pensou em vir até aqui pra me dar um "oi"?
Então, pro meu próprio bem, tá decidido: não vou nem mesmo responder aquele e-mail sacaninha seu. Não vou mais lembrar de você quando eu for pra Lapa. Foda-se se você adora ir lá comigo. Eu não vou mais lá com você. E nem sem você, porque se eu te encontrar lá com outra eu vou querer morrer.
Não pretendo falhar dessa vez: vou tirar você de mim nem que seja à base da porrada. Até pedi ajuda ao meu amigo, aquele que não vai com sua cara desde que falei pra ele que você sempre reclama que eu durmo demais. E a antipatia dele só aumenta cada vez que eu falo que passei outro fim de semana sem fazer nada, esperando você me chamar pra fazer alguma coisa. Qualquer coisa.
Sim, eu falo tudo pra ele porque ele sabe me jogar essas coisas na cara como ninguém e agora o que eu menos preciso é de alguém que fique colocando panos quentes nas suas vaciladas. Eu preciso tirar você de mim. Já tá ficando chata essa história de só pensar em você.
Nenhum (nenhum!) dos meus amigos aguentam mais me ouvir falando seu nome e já tem uns que evitam conversar comigo só pra não ouvir que estou feliz porque saímos ontem ou que estou péssima porque você não me liga há 10 dias. Todos eles acham que tô perdendo meu tempo gostando tanto assim de você. E ninguém consegue entender que não é gostar de verdade, é só um costume. Eu me acostumei com você, só isso.
Eu sei que já perdi a conta das vezes que fui embora da sua casa dizendo pra mim mesma que não voltaria mais lá. E toda vez que eu volto, em vez de assumir que sou fraca, eu repito baixinho que agora é só curtição, que não gosto de você, que só fui pra lá porque é muito melhor transar com um cara que eu já conheço há tanto tempo do que arriscar sair com outro que acabei de conhecer. É só sexo, repito sempre. Só que quando você fala meu nome e me olha com os olhos brilhando, olhos de quem não sente só tesão. Porra! Quando você me olha desse jeito, eu fico até meio tonta. Esqueço pra onde tenho que ir e só penso em voltar pra cama com você.
Mesmo sem gostar de você, eu gosto de ficar deitada com você, de dizer que eu tô com fome e ver que você se importa comigo e, embora morto de sono, levanta e me traz um copo de leite com 4 biscoitos. E minha fome de ser sozinha vai embora. Minha fome maior é de você.
Mas eu não dou mais conta de viver assim. Eu preciso me livrar de você e só de pensar nas coisas que tenho de fazer pra isso, já tenho vontade de chorar: como eu vou viver essa minha vidinha metida à besta se não tiver você por perto? Cara, eu não vou suportar engarrafamento, calor de 42 Graus, fila de supermercado. Eu não vou aguentar as merdinhas do dia a dia se não souber que daqui a 5 minutos vou poder ver você. Não é questão de gostar, é questão de não saber me acostumar sem uma pessoa legal do meu lado. Eu não gosto de você, eu só te acho legal.
Tá vendo? Foi só pensar em não te ver mais e eu já fiquei sufocada. Então eu acho melhor ser sua amiga e aí a gente pode se ver de vez quando, mas sem rolar beijo. É só você prometer que não vai mais fingir que acha bonitinha minha mania de falar de astrologia. E também não me dar atenção quando eu disser que estou entediada e com vontade de mudar de vida.
Melhor não, melhor a gente não tentar nem ser amigo. Não vai dar certo. Eu nunca conseguiria me comportar como sua amiga se você, no meio de alguma coisa que eu esteja falando, e que certamente vai ser algum dos meus dramas, soltar aquela gargalhada alta, que eu adoro. Eu tenho tanta raiva de você quando, no meio de um desabafo, você fala "olha o drama!" e aí dá uma gargalhada e fica os olhinhos fechados e com o rosto que eu adoro beijar vermelho.Eu tenho vontade de te matar.
Você pensa que faço de tudo um drama e certamente vai achar que essa minha decisão de não pensar mais em você também é só mais um dos milhões que compoem a novela mexicana que eu chamo de vida. Eu tenho certeza de que você tá pensando que é exagero, que eu nem gosto tanto de você. E é verdade: eu não gosto tanto assim de você. É que eu me acostumei com você e mudar de hábitos não é meu forte.
Eu tenho preguiça de começar tudo de novo e você já conhece meu corpo tão bem, sabe onde tem que tocar pra eu ficar com o estômago frio, com as pernas trêmulas. E eu também sei onde você gosta de carinho. Por isso eu preferia não ter de tirar você tão repentinamente da minha vida, do meu caderninho de telefone. Mas não tem outro jeito: eu não gosto de você.
E não tem nada a ver eu ficar esperando um telefonema de quem eu não gosto. Não tem nada a ver eu ficar feliz com uma mensagem bonitinha, afinal, essa mensagem bonitinha vem de um cara de quem eu não gosto. Não gosto de você. Não gosto de você. Não gosto de você.
Lembro de quando a gente se conheceu e eu te achei feio. E você me achou linda (adoro essa parte do "você me achou linda"). Olhei pra minha amiga e ela tava morta de curiosidade pra saber o que eu achei de você e eu fiz aquela minha cara de nojenta, de que nem morta eu beijava você. Depois de 20 minutos eu já te achava o cara mais gostoso do Universo e sabia que ia querer dar pra você até ficar bem velhinha. Mas depois eu me lembrei de que não quero nunca mais gostar de ninguém. Aí me lembro que eu não gosto de você. Eu só tô acostumada.
Vou acender um cigarro pra pensar melhor. Eu não fumo sempre, só quando fico meio perdida, ansiosa pra encontrar uma resposta. É só um hábito. Assim como você.

Eu não me desfaço dos meus planos

Você já sabe e me conhece muito bem
Eu sou capaz de ir e vou
Muito mais além
Do que você imagina.

Eu não desisto assim tão fácil, meu amor,
Das coisas que eu quero fazer
E ainda não fiz

Na vida tudo tem seu preço, seu valor
E eu só quero dessa vida é
Ser feliz

Eu não abro mão
Nem por você, nem por ninguém,
Eu me desfaço dos meus planos
Quero saber bem mais
Que os meus vinte e poucos anos

Nem por você, nem por ninguém,
Eu me desfaço dos meus planos
Quero saber bem mais
Que os meus vinte e poucos anos

Tem gente ainda me esperando pra contar,
As novidades que eu já canso de saber
Eu sei também que tem gente me enganando
Mas que bobagem
Já é tempo de crescer

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

POESIA DO MESTRE CHICO BUARQUE

O VELHO

O velho sem conselhos

De joelhos
De partida
Carrega com certeza

Todo o peso
Da sua vida
Então eu lhe pergunto pelo amor
A vida inteira, diz que se guardou
Do carnaval, da brincadeira
Que ele não brincou

Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Nada
Só a caminhada
Longa, pra nenhum lugar

O velho de partida
Deixa a vida
Sem saudades
Sem dívidas, sem saldo
Sem rival
Ou amizade

Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me diz que sempre se escondeu
Não se comprometeu
Nem nunca se entregou

E diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Nada
E eu vejo a triste estrada
Onde um dia eu vou parar

O velho vai-se agora
Vai-se embora
Sem bagagem
Não se sabe pra que veio
Foi passeio
Foi Passagem

Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me é franco
Mostra um verso manco
De um caderno em branco
Que já se fechou

Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar

Não
Foi tudo escrito em vão
E eu lhe peço perdão
Mas não vou lastimar

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Irritando Aline

Tem algumas coisas que me irritam muito. Barulho de obra; filme dublado; claridade no quarto; soutien apertado... Ok, ok: sou facilmente irritável e a lista seria interminável.
Mas acabei de receber um e-mail que certamente vai lá para o topo do meu ranking particular de irritação. Leia e me fala: dá pra acreditar que alguém ainda acredita nisso?


> > >A empresa Ericsson está distribuindo gratuitamente "Lap Tops" com o> > >objetivo de se equilibrar com a Nokia, que está fazendo o mesmo.> > >> > >A Ericsson deseja assim aumentar sua popularidade. Por esse motivo, está> > >distribuindo gratuitamente o novo Lap Top WAP. Tudo o que é preciso fazer> >é> > >enviar uma cópia deste e-mail para 8(oito) conhecidos. Dentro de 2(duas)> > >semanas você receberá um Ericsson T18. Se a mensagem for enviada para> > >20(vinte) ou mais pessoas, você poderá receber um Ericsson R320.> > >> > >Importante!> > >> > > É preciso enviar uma cópia do e-mail para> > >Anna.swelung@ericsson.com> > >

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Por que que a gente é assim?

É engraçado como a gente se "molda" ao ambiente, mesmo afirmando categoricamente que "não, eu sou eu mesma em qualquer lugar. Não vou mudar minha essência, meu jeito de agir ou de ser" e outras balelas do tipo.
Sim, depois de ter dizer que sou eu mesma sempre, seja lá onde estiver, acabo de constatar que não, que eu também me deixo envolver pelo ambiente.
Pra resumir o assunto: estou com uma baita dor na coluna mas estou sorrindo aqui no escritório. Só tem homem aqui e passou pela minha cabeça que se eu falar que vou embora por causa de uma "dorzinha" qualquer , vão todos dizer que sou uma fresca. E pra não ser chamada de fresca (outra constatação: eu me importo,sim, com o que falam de mim!) continuo aqui. Vou para o 2o Dorflex mas não vou pra casa.
Por que que a gente é assim?

Da série: NÃO ME LEVE A SÉRIO


terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Um pouquinho de Manuel Bandeira, pra você, com o meu carinho

Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo
Quero apenas contar-te a minha ternura
Ah se em troca de tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
- Eu soubesse repor -
No coração despedaçado
As mais puras alegrias de tua infância!

FLIP 2009. VAI PERDER?


De 1º de julho, quarta-feira, até domingo, 5 de julho.


A VII edição da FLIP homenageia o escritor pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968).


A obra poética de Bandeira ocupa lugar indiscutível na tradição literária brasileira. Livros como A cinza das horas (1917), Carnaval (1919) e Libertinagem (1930) tornaram-se marcos da poesia brasileira – mas há tempos não são objeto de atenção do meio editorial.


O tributo oferecido pela Flip tem como objetivo alterar esse cenário. “A homenagem da Flip pretende contribuir para a revalorização da obra poética e para tornar mais conhecidas as diversas faces de Manuel Bandeira”, afirma Flávio Moura, Diretor de Programação da FLIP.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Por quê? (Kid Abelha)

Eu não desisto de você
você precisa entender
que eu não respiro sem você
sem você eu nao me inspiro

Meu dia D, meu in
Meu ponto G, meu chi
Eu não respiro sem você
Sem você eu nao me inspiro

Você me perguntou
Eu engasguei sem coragem, travei
Não me atrevi a responder
Por que é que eu não desisto de você
Por quê?
Eu nao desisto
Por que é que eu não desisto de você?
Por quê?
eu nao desisto

Se você pensa em mim
Se você me abraça
A vida é graça plena
A vida é cheia de graça