quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Simples assim

Minha querida Marília, do blog http://tudooquevcdeveriasabersobreocasamento.blogspot.com escreveu outro dia sobre como seria bom simplificar nossas vidas. E também como é difícil conseguir fazer isso.
Lendo aquilo percebi o porquê de eu estar tão feliz nos últimos 2 ou 3 meses. Sim, tenho andado tão bem, sem absorver os problemas, sem esquentar minha cabeça com coisas que normalmente me dariam uma úlcera... E o motivo é exatamente esse: parei de complicar as coisas. Não procuro mais duplos significados no que fulano me disse: acredito nas palavras que ouvi. Mandei as mensagens subliminares pra puta que as pariu. E também passei a falar o que quero, e não tentar mandar "recadinhos" e obrigar o outro entender aquilo que eu queria que ele entendesse. Enfim, eliminei o mistério, o jogo, e tudo tem fluído de um jeito tão fácil, tão melhor.
Acordei mal humorada? Não tento fingir que tá tudo bem. Fico na minha e se alguém puxa assunto, aviso: meu humor tá um perigo. Pronto. Simples assim. Se a criatura tiver amor pela vida, sai de fininho, respeita meu mau humor, que não dura mais do que 24 h.
Tô a fim de ir ao cinema com ele? Falo "vamos ao cinema?". Sim ou não, muito mais fácil e rápido do que falar que tal filme "estreiou semana passada e recebeu ótimas críticas. Acho até que é um dos favoritos ao Oscar.Deve ser ótimo, né? Só ator bom". Po! que enceção de saco isso,né? Mas o pior é que a gente SEMPRE faz isso. Ou então, convoca as duas melhores amigas, dá uma panorama da situação com o gato, e pede a opínião: ligo ou não ligo? Você acha que ele tá me levando a sério? O que será que ele quis dizer com isso?
Gente, que loucura é essa que a gente sempre faz? Minhas duas melhores amigas são as mulheres mais inteligentes do mundo, mas elas não tem como saber o que tá passando no coração dele. Por mais fofas que elas sejam, não são elas que podem saber o que ele sente por mim. É claro que vai ser no ombro delas que vou chorar quando a história acabar. E sendo bem prática, bem objetiva, ou melhor, simplificando, toda história acaba, né?
De um tempo pra cá da minha listinha de deveres (aliás, joguei fora esta tal listinha de deveres) algumas coisas que me irritavam ou que exigiam demais de mim. O resultado? Mais traquilidade, paz e felicidade pra mim. Não fiz nenhuma mudança drástica, não, eu só simplifiquei meu modo de pensar e de agir.
Se Deus quiser também simplifico meu modo de olhar pra mim mesma: tenho certeza de que quando deixar de ser tão crítica comigo mesma, tudo vai ser bem mais fácil.