terça-feira, 17 de março de 2009

Prá você, que não se esquece de mim.

Fernada Young sempre desperta amor e ódio em seus leitores.
De vez em quando exagera. E acho qué é por isso que eu gosto: adoro exageros.

Vamos ao texto: PRA VOCÊ, QUE ME ODEIA

Eu te amo. E não seria metade do que sou sem você, juro. É seu ódio profundo que me dá forças para continuar em frente, exatamente da minha maneira.Prometa que nunca vai deixar de me odiar ou não sei se a vida continuaria tendo sentido para mim.
Eu vagaria pelas ruas insegura, sem saber o que fiz de tão errado. Se alguém como você não me odeia, é porque, no mínimo, não estou me expressando direito. Ser amada por alguém como você acabaria com minha reputação.
Sei que você vive falando de mim por aí sempre que tem oportunidade, e esse tipo de propaganda boca a boca não tem preço. Ainda mais quando é enfática como a sua - todos ficam interessados em conhecer uma pessoa que é assim, tão o oposto de você.
E convenhamos: não existe elogio maior do que ser odiado pelos odientos, pelos mais odiosos motivos.
Olha, a minha gratidão não tem limites, pois sei que você poderia muito bem estar fazendo outras coisas em vez de me odiar - cuidando da sua própria vida, dedicando-se mais ao seu trabalho, estudando um pouco. Mas não: você prefere gastar seu precioso tempo me detestando. Não sei nem se sou merecedora de tamanha consideração.
Bom, como você deve ter percebido, esta é uma carta de amor. E, já que toda boa carta de amor termina cheia de promessas, eis as minhas:
* Prometo nunca te decepcionar fazendo algo de que você goste. Ao contrário, continuarei a mesma esnobe, de ar blazé, com língua afiada e resposta pra tudoo. Aquele sorriso irônico também não mudou. Talvez até tenha se aperfeiçoado.
Prometo continuar não te responder à altura quando você for, eventualmente, grosseira comigo. Pois sei que isso te faria ficar feliz com uma atitude minha, sendo uma ameaça para o sentimento tão puro que você me dedica.Prometo, por último, que, se algum dia, numa dessas voltas que a vida dá, você deixar de me odiar sem motivo, mesmo assim continuarei esnobe. Porque eu não sou daquelas que esquece de quem contribuiu para seu sucesso.
Graças a Deus você não está me vendo agora, pois ando tão bem, tão realizada - e me odiaria ainda mais.
Com amor, da sua eterna menina detestável"

ps:peguei o texto de outro autor porque não gastaria meus neurônios escrevendo um especialmente para você, que não merece nem meu "olá". No entanto, achei que poderia soar deselegante eu não dar nenhum sinal de vida, uma vez que você, apesar dos anos, ainda perde seu tempo comigo.

PS2: Só uma mente pequena como a sua pra não perceber que retirei-me da festa há muito tempo. Ou, como diz um primo meu "não bato palmas pra maluco dançar".