"Decido eu mesma engendrar lendas e episódios que me são atribuídos. Sempre tendo como desculpa a condição de escritora, a quem é dado o privilégio de inventar sem sofrer sanções morais". - Nélida Pinon
domingo, 28 de fevereiro de 2010
BELEZAS E NEURAS
A BELA ADORMECIDA/ Jose Kleber*

Parati

Parati
Zilco Ribeiro foi um grande poeta e produtor cultural e um amigo fenomenal.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Dieta de você

Eu gosto de você e de sua ânsia por ser feliz, animado de um jeito até absurdo, com pressa de fazer o que não fez nos últimos 10 anos. Eu gosto de ver você insaciável pelas coisas que quase não cabem no seu tempo livre.
Eu gosto de você porque você escolheu não ser mais um executivo cujos sonhos ficaram na gaveta da empresa. Eu gosto de você porque nunca pegou no meu pé e nem perguntou porque às vezes sou tão triste, tão medrosa. Você não me faz pensar em como eu sou. E isso é motivo suficiente pra eu gostar ainda mais de você.
Mas eu estou de dieta de você. Pra eu ficar em forma de novo, eu não posso provar nem um pedacinho de você.
Faz tanto tempo que não respeito dietas, mas a dieta de você eu estou seguindo à risca: não posso comer nem um pouquinho. Porque eu não sei provar só um pouquinho de nada: eu sou gulosa e sempre comia três pedaços das pizzas que a gente pedia quando via filme juntos. Era sempre eu quem comia mais bombons, e uma caixa não chegava até o final do DVD. Eu sou gulosa e não sei comer só um pouquinho. Por isso eu não posso dar bobeira: estou de dieta de você e pronto.
Os médicos dizem que a vontade de doce diminui com o tempo e eu quero acreditar nisso como a verdade maior do mundo. Só que você não era meu doce. Nem doce você era. Você é minha vontade de toda hora. E eu me fartava de você, sorvia até o último gole de você. A vontade saciava por uns dias, mas no meio de uma tarde qualquer lá vinha ela. E não adiantava lanchinho entre as refeições: eu tinha fome de você. Anos viciada em Coca Light, viciei em você também.
Agora, como a gorda dali da esquina, que se apaixonou e quer ficar bonita pro novo amor, eu sigo firme na minha dieta de você. Nem um pedacinho de você eu posso provar.
E você, orgulhoso de mim, deve estar feliz por ser tão determinada. Não porque essa dieta vai me deixar mais bonita ou saudável. E sim porque desse jeito, não te encho mais o saco.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
VIDA QUE VALE A PENA
Ela sempre foi meio preguiçosa, mas estava numa disciplina do cacete desta vez: corrida 3 vezes por semana e personal às 3as e 5as. Até abdominal ela fazia.Valeu a pena: ganhou umas pernas bacanas e um bumbum durinho.
Aí um dia, reparei que ela estava muito, muito diferente. A gente quase não tinha mais nada a ver: eu na fissura por um chopp e ela ia de Coca Zero. Dia de Luluzinha´s é véspera de ressaca de vinho, claro, todo mundo sabe disso. Mas nem com as Lulus ela saía da dieta: Coca Zero e queijo branco.
A recompensa dela era exatamente proporcional à minha inveja: até biquine branco a danada já usava. Qualquer mulher que compra um biquíne branco sabe que está com a cor linda, com a barriga lisinha e que vai ter dificuldade em ir à praia com as outras amigas. Eu, por exemplo, sou uma que me recuso a ir à praia com uma amiga de biquine branco.
Eu, quando decido perder 5 kg, perco. Aí depois volto pra orgia alimentar que eu adoro. Mas ela, não. Malhava até aos sábados.
Um dia me assustei porque fazia mais de 1 mês que não a via lendo nenhum livro legal. A malhação tirou dela até o tempo pra leitura. E, cá entre nós, acho que viver a base de alface e queijo branco tira a concentração de qualquer mortal.
Ela, que sempre foi meio intelectual, que tinha uma estante de livros tão variada, ficou meio tapada, sabe? Sabia quais os melhores exercícios para o bíceps, para o tórax e até aprendeu a fazer abdominal invertido (gente, isso existe mesmo?). Acho que nunca mais leu jornal, estava lendo só aquelas revistas de dieta e exercícios. Revistas feitas pra deprimir a gente, que é normal, sabe? Ela só lia aqueles trecos.
Aí um dia ela lesionou a perna esquerda. Teve de ficar de repouso por 5 dias. E finalmente nos encontramos, e encontrei um jeito legal de saber com ela o que realmente estava rolando. Fui devagar, com jeitinho e perguntei: você está feliz com essa vida que te isola dos amigos, que te impede até de sair pra jantar com um cara só pra não sair da dieta? Está feliz por puxar tanto ferro a ponto de machucar uma perna? Se você estiver 100% feliz, ok, vai em frente, mas vou te falar: você tá uma chata de galocha. Chata de galocha marombeira e sarada, mas mesmo assim chata de galocha.
Pensei bem e vi que não, eu não estava feliz. E que aquela vida estava me distanciando de mim mesma, da minha essência. Aquela malhadora não era a "boa e velha" EU. Aquela era outra pessoa.
Ufa! Que bom que deu tempo de aproveitar o resto do verão, porque como fez calor este ano, cara.
Tomei vários chopps nos dias quentes, dei um tempo nos exercícios e acabei de comer dois brigadeiros que estavam uma loucura de gostosos. A vida está valendo mais a pena.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
EU E OS OUTROS
Várias leitoras fizeram elogios e comentários. Algumas falaram do quanto gostariam de receber um bilhete igual, outras disseram que já até receberam elogios de seus parceiros mas acham que não é verdade. Eu também achei que foi um exagero tudo o que ele falou. Ah,mulheres...
Lendo tudo o que as meninas escreveram, duas coisas me chamaram a atenção: a primeira foi ver como todas nós temos os mesmos dilemas, as mesmas dúvidas ("eu sou bonita?","o que você vê em mim?","você me ama mesmo eu sendo gorda?"). Mulher é, definitivamente, tudo igual.
A outra foi perceber a necessidade de ter um olhar aprovador do outro.
Por que a gente é assim?Por que eu preciso tanto da aprovação do outro pra me gostar? De onde vem essa necessidade absurda de ser aceita (principalmente esteticamente) por alguém para, só então, eu me gostar? Que carência é essa que se faz maior do que eu mesma?
Racionalmente tenho mil argumentos para eu gostar de mim antes de qualquer outra pessoa, mas por que é tão difícil colocar isso em prática?
Alguma coisa está muito errada quando preciso ouvir de alguém que sou bonita. Quem, mais do que eu, sabe o quanto já venci obstáculos, já fiz coisas consideradas impossíveis? Por mais que divida com meus amigos as minhas vitórias, só eu sei quantos leões precisei matar para estar aqui, viva e feliz.
Quantas armadilhas eu teria evitado se prestasse mais atenção em mim.Quantas gargalhadas sonoras eu teria dado se não me importasse tanto com o que pensam de mim.
Foi bom enxergar isso. Agora vem o próximo passo: escrever eu mesma uma carta de amor a mim.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
MULHERÃO
Hoje fiquei super orgulhosa pois um texto meu foi publicado lá. É muito satisfatório ver um trabalho meu num espaço tão democrático e alto astral.
Aliás, pra quem mora em São Paulo ou arredores, vai uma dica: um Dia de Modelo realizado por elas, nos dias 27 de fevereiro e 6 de março.
O evento acontecerá na Vila Madalena, zona oeste da cidade. As participantes terão direito a ensaio fotoráfico, CD-Book com 30 fotos, cabelo, maquiagem, empréstimo de roupa e produção.
Uma excelente oportunidade para quem deseja se descobrir como modelo ou apenas fazer bonitas para seu arquivo pessoal.
Para mais informações clique aqui.
Por quê?
O quê? Hoje em dia tem de ser "mulher-alguma-coisa"?, ok, sou Mulher-Edredon: macia, quentinha e irresistível.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
QUAL A GRAÇA?
Talvez devesse me sentir orgulhosa por saber que tem alguém que curte tanto o que escrevo a ponto de copiar parágrafos inteiros. Mas não, não vejo como uma "homenagem". Apenas pergunto: qual a graça de fingir que um texto é seu?
Uma das motivações que me levaram a manter este espacinho é que vira e mexe recebo comentários do tipo "Aline, você escreveu exatamente o que eu sempre tive vontade" ou "Menina, você colocou em palavras todos os meus conflitos". Isso significa que os assuntos, dilemas e paranoias não são exclusividades minhas. Ao contrário: escrevo sobre minhas experiências e impressões que são também a de muitas mulheres.
Escrever é tarefa solitária e por vezes sofrida. É preciso confrontar monstros internos, relembrar assuntos que pareciam esquecidos mas que ainda assombram. Porém, com o uso da criatividade é possível encontrar algo gostoso: falar de uma maneira diferente sobre assuntos tão batidos, tão frequentes. Usando criatividade e, claro,bom humor.
Ser escritora é dolorido, pois exige entrega, exposição e confrontos. Qual a graça de ser uma mera copiadora de textos alheios?
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Ainda não sei o que vou ser quando crescer
Fiz aniversário há pouco tempo e ainda não me acostumei com minha nova idade.
O que tem me incomodado é que não me vejo dentro desses tantos anos. Sou fútil, ingênua, tenho umas bobagens que não cabem em mulheres da minha idade. Já sobrevivi a situações que muita gente mais velha teria tombado.
O fato é que daqui a pouco vai ser meu aniverário de novo e não estou preparada. Ando pensando em mentir a idade. O problema é que sei que vou dar risada na hora. Tá vendo? Todas as mulheres fazem isso algum dia na vida e acham normal. Eu não, eu dou risada e conto a verdade. Tá vendo? Qual a vantagem de ficar mais velha se não fico madura?
Ta aí uma coisa que eu queria pra caramba: ficar madura. Como se consegue isso? Força de vontade? Pensamento positivo? Mentalização? E se eu ler "O Segredo"? Dizem que faz milagres. Bem que eu podia me submeter a isso, afinal, já li Benjamim, Machado, Clarice Lispector e não amadureci meio centímetro.
Quem sabe eu devesse conviver com as amigas da minha idade e absorver o jeito delas? Ai, mas eu acho um saco ouvir sobre qual a melhor escola pro filho, ou sobre como é difícil conciliar marido, filhos, encontrar uma boa empregada e decidir o que fazer para o jantar. Outro dia minha amiga disse que ficou 4 horas no supermercado, fazendo a compra do mês. Não dormi direito aquela noite: me imaginei no lugar dela e depois arrumando toda aquela compra (foram 4 carrinhos) da dispensa, na geladeira... Socorro! É isso ter "trinta e uns anos"? Acho que sim, pois outras amigas falam coisas parecidas.
Ou então fazer o contrário e só ter amigas que tenham uma vida mais parecida com a minha: já casou, não teve filhos, mora sozinha. Mas sabe o que desanima? É o jeito meio amargo delas. Conheço duas ou três que só sabem falar mal dos homens, dizer que se sentem sozinhas e que já perderam a esperança de serem felizes. Ficar amarga não resolve e nem faz bem pra pele.
Não tenho muito talento pra ser feliz 24 horas por dia, mas, apesar dessa minha alma melancólica, adoro acreditar que ainda vou ser muito mais feliz do que já sou. Adoro o fato de já ter me apaixonado perdidamente incontáveis vezes, de já quase ter morrido de amor. E peço a Deus com todas as minhas forças que isso me aconteça muitas outras vezes.
Quando penso em aniversários e idades um pensamento quase compulsivo me assombra e fala ao meu ouvido: “Defina-se, Aline. Quem é você, afinal?”.
E é aí que começa a fodição: eu tenho que me definir, me enturmar, me reconhecer num grupo. Mas como, se não me encaixo em grupo nenhum? Porra! Eu nunca tive grupinhos de amigos. Sou desenturmada desde o berçário.
Então aniversário é isso. Chegou a hora de dizer quem eu sou. Mas pra quem? Aposto 10 contra 1 que não tem ninguém a fim de saber quem eu sou de verdade. Que bom, afinal, não to muito a fim de saber o que pensam ou esperam de mim. E a explicação é muito simples: alguém acredita que vou mudar a essa altura do campeonato?
Como me definir sem ser injusta comigo mesma? Como me definir sem enganar quem me vê? Maior bobeira falar do meu mal humor, falar da minha obsessão por leitura, do meu medo de dentista. Nada disso me define. Nada me define.
Essa minha cara de quem tá pensando eternamente na morte da bezerra faz muita gente achar que sou esnobe. Minha incapacidade de ser feliz quando minha unha quebra me faz ter fama de fútil. Não dou pistas de quem eu sou. Gostaria de ser mais óbvia, mais transparente.
Eu queria, de verdade, encontrar meu lugar no mundo, encontrar minha turma. Saber o que eu quero pra poder escolher que caminho seguir.
Mas isso é muito complicado. Pra ser muito sincera, sou só uma menina que mais uma vez ganhou um bolo com um monte de velas.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
O homem que foi dormir
Tô falando isso porque às vezes fica parecendo que sou que nem a Beth, a Feia: ninguém me canta. Até que tenho meu fã-clube. O problema é a qualidade dos fãs.
Semana passada, recebi um e-mail de um cara com quem trabalhei há muitos anos, no meu 1o emprego. Éramos íntimos mas ele foi morar em outro Estado e perdemos o contato.
Outro dia eu tava na maior adrenalina por causa de um evento da empresa e o cara me chamou mil vezes pelo msn. Estressei, claro! Comigo é assim: manifestou interesse, me desinteresso. Bem, nada que 15 anos de análise não cure.
Como não tava a fim de conversa, pensei : vou dar um jeito de ele sumir.
Ele veio com um papo "vamos nos encontrar" e blablabla . Expliquei que ainda não podia sair muito de casa por causa de uma cirurgia que havia feito. Maior mentira, pois eu já estava trabalhando e quase nem me lembrava da recomendação médica: repouso.
Insistente, me perguntou que tipo de cirurgia e como não tava a fim de explicar que eram um cistos no ovário, que minha médica achou melhor fazermos uma biópsia já que não respondia ao tratamento, inventei "Fiz uma super lipo" . Aí ele "mas você precisa? Tá gordinha ainda? Nas fotos que vi, achei você gostosa".
Pronto! O cara me chamar de gostosa é o fim da picada. Falei pra mim mesma: é agora ou nunca! E respondi : aquelas fotos são antigas. Engordei pra caramba de novo. Se já era difícil emagrecer com 20 e poucos, com 30 e poucos é impossível.
Olha, se tem uma coisa que me irrita é quem não insiste em falar comigo quando não tô a fim. O chato continuou "vi suas fotos di carnaval e te achei bem gata". Falei que eram do carnaval do ano passado.
Ele só falou assim: propaganda enganosa, hein? E completou: vou dormir, a gente se fala "qualquer dia".
Graças a Deus nunca mais me chamou.
Como de vez em quando surgem uns "fantasmas" do passado, querendo me ver e tal, já descobri o que fazer para mantê-los bem longe e até apagarem meu número de telefone.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
2a-feira de Carnaval
E hoje vou falar de um cara assim. O nome dele é Norival Rubem de Oliveira, 82 anos, 12 filhos e muitos, muitos netos e alguns bisnetos. Para mim, desde criança, ele é a perfeita representação de pessoa alegre, festeira, acolhedora. Ele é irmão da minha avó, portanto, meu tio avô. Ou simplesmente, o tio Val.
Quando meu avô morreu, o tio Val virou uma espécie de pai do meu pai e dos meus tios. Minha avó sempre falou em como ele foi presente na criação dos sobrinhos. Aliás, minha avó fala dele sempre. E sempre com carinho e admiração.
Tio Val é daqueles caras que olhamos e pensamos "como eu queria ter metade da força e do alto astral desse cara".
Sua história de vida renderia lágrimas aos pessimistas e admiração aos que sabem que temos mais é que passar por cima dos obstáculos. A vida tem pressa, é preciso viver.
Enquanto escrevo essas linhas, percebo um descuido: os verbos estão quase todos no presente, embora Tio Val tenha nos deixado esta madrugada. Sete meses exatos depois de minha avó.
Hoje é 2a-feira de Carnaval. E uma das pessoas mais festeiras que conheço se despediu da gente. Poderia ser um outro Carnaval com lágrimas e coração apertado de dor, mas desconfio que ele prefere que ninguém chore.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
UMA DO RAUL. POR QUÊ?
Raul Seixas
Por que que o sol nasceu de novo e não amanheceu?
Por que que tanta honestidade no espaço se perdeu?
Por que que Cristo não desceu lá do céu e o veneno só tem gosto de mel?
Por que que a água não matou a sede de quem bebeu?
Por que que eu passo a vida inteira com medo de morrer?
Por que que os sonhos foram feitos pra gente não viver?
Por que que a sala fica sempre arrumada se ela passa o dia inteiro fechada?
Por que que eu tenho caneta e não consigo escrever? (escrever)
Por que que existem as canções e ninguém quer cantar?
Por que que sempre a solidão vem junto com o luar?
Por que que aquele que você quer tão bem já tem sempre ao seu lado outro alguém?
Por que que eu gasto tempo sempre, sempre a perguntar? (perguntar)
Por que que eu passo a vida inteira com medo de morrer?
Por que que os sonhos foram feitos pra gente não viver?
Por que que a sala fica sempre arrumada se ela passa o dia inteiro fechada?
Por que tenho caneta e não consigo escrever? (escrever)
Por que que existem as canções e ninguém quer cantar?
Por que que sempre a solidão vem junto com o luar?
Por que que sempre aquele que (você) quer tão bem já tem sempre ao seu lado outro alguém?
Por que que eu gasto tempo sempre sempre a perguntar? (perguntar)
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
VAMOS AJUDAR A GABI?
Semana passada, fiquei sabendo, pelo blog da Lele, do Te dou um dado?, minha pílula diária pra dar risada, da história da Gabi e fiquei especialmente tocada.
O que a Lele escreveu:
Como eu falei no Twitter, gostaria da ajuda e das ideias de vocês pra gente poder ajudar a Gabi. Ela é a @gabinacozinha no Twitter, minha amiga, uma fofa. E tá passando por uma situação bem besta agora, que é a metástase de um câncer que ela já teve. Não tenho dúvidas de que ela vai sair bem dessa, mesmo porque só quem conhece a Gabi de perto sabe a força da natureza que ela é. Mas o lance é que ela perdeu o pai, que era quem bancava seu tratamento, há um mês. E tá precisando de ajuda.

Ela mesma explica que tipo de câncer teve:
Em 2004, fazendo auto-exame nas mamas, eu percebi que havia um carocinho do tamanho de uma ervilha no meu seio esquerdo e marquei consulta com ginecologista para averiguar. Na consulta, ele me disse que na minha idade era normal que a mama apresentasse algumas calcificações e fibroadenomas e não pediu mais nenhum exame.
Em setembro de 2006, mais uma vez palpando a mama, percebi que aquele carocinho que antes tinha o tamanho de uma ervilha, agora estava com o tamanho de uma bola de pingue-pongue. Foi então que marquei outro médico pq fiquei realmente muito preocupada. Ele pediu exames e me encaminhou para o Mastologista que diagnosticou o câncer de mama.
Nesse tratamento tive que fazer 3 quimios neoadjuvantes, cirurgia de mastectomia radical, depois mais 8 sessões de quimio, 25 sessões de radioterapia e ainda 1 ano de imunoterapia.
Terminadas as sessões de imunoterapia, o médico disse que eu estava curada, mas teria que fazer um acompanhamento para o resto da vida. Assim, fiz cirurgia de reconstrução da mama e continuei o acompanhamento médico.
Até que em outubro de 2009, em virtude de dores fortes e constantes na coluna, o ortopedista, analisando meu histórico, resolveu me internar para fazer exames e achou 3 pontos de metástase: um na cervical, toráxica e lombar.
Assim, tive que passar por mais uma cirurgia (na região cervical) e atualmente estou fazendo sessões de quimioterapia semanais, imunoterapia a cada 21 dias e radioterapia diariamente.
Onde entra a preocupação (e o coração imenso) da Lele (e é aqui que eu quero a atenção dos meus leitores queridos!):
Os valores :
*MENSAIS: plano de saúde: R$ 258
remédios (que ela não consegue o pegar nem no GAPC, nem na prefeitura): R$ 323
suplementos alimentares: R$ 125 a R$ 150, dependendo do mês
*QUADRIMESTRAIS: PET SCAN, que o plano não cobre e custa R$ 2.800 (vai ter que fazer no mês que vem, março)
Ou seja, ela tem que ter, por mês, cerca de R$ 1400, para poder gastar com esse processo todo. E agora ela precisa de ajuda.
Houve uma série de ideias para se arrecadar a grana necessária, mas pelo que vi, ainda não estão confirmadas. A mais prática foi a de fazer uma "vaquinha virtual". E já tá tudo organizado, facinho de contribuir. Basta acessar este link e contribuir, de maneira rápida e segura, com o valor que você puder.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Salve, Clarice!
– Clarice Lispector
