sábado, 12 de maio de 2012

QUANDO O FILME ACABA SOBRA O QUÊ?


Faz séculos que não passo por aqui. Nem para escrever, muito menos para ler. Não tenho vontade de escrever uma linha sequer. Assunto até que tem, mas falta iniciativa, vontade mesmo, sabe? Tem rolado uma preguiça soberana de pensar (sim, eu penso antes de escrever. Mesmo que não pareça). 
Ontem vi um filme e pensei "Vida, reparou que eu nunca fui a mocinha do final feliz?". O lógico era eu pensar que a vida me deve um "final feliz" e que ele me espera ali na esquina, mas sinto que não.O filme já acabou. Eu tô voltando do cinema mas nunca chego em casa. Eu to rebobinando a fita. Mas o filme já acabou.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

SAUDADE DE MIM

Ando com uma saudade tão grande de mim. Sinto falta do meu sorriso, da certeza de que coisas boas acontecem sempre. Saudade imensa de alguns amigos que ao me ver rolar ladeira abaixo, apagaram meu telefone de suas agendas. 
Houve um tempo em que eu não me sentia tão descartável. Disso eu sinto muita falta.
Ando com uma tristeza maior do que poderia escrever. Estas lágrimas descrevem isso bem melhor e com maior exatidão.

terça-feira, 20 de março de 2012

PÁGINA VIRADA. VÍCIOS INTACTOS.

Meses sem nada acontecer e, de repente, num domingo à noite, fim de feriado - momento ideal para continuar não acontecendo nada - dou de cara com você.  E você passa batido, finge que não me conhece e se mistura aos outros tantos turistas babacas que vieram encher minha terra de latinhas de cerveja e tirar os lojistas do sufoco. Seu olhar de "não te conheço" foi um tanto babaca, coisa de homem, sabe? De homem que não tem culhão e não suporta um confronto. 
Já eu, que tenho coração até nos meio das pernas e a cabeça cheia de traumas e discursos decorados, vivenciei aqueles segundos eternos com a dor típica dos desprezados. Todos os meus corações se partiram: o coração dos antigos amores (porque obviamente você estava acompanhado), o coração dos amores mal terminados, mas principalmente o coração dos amigos que foram importantes para mim.  
Segundos estranhos e muito confusos. De desprezo, rancor, suposições e perguntas. Tudo junto e misturado. O típico meu jeitão esquisito de ser e sentir. Sem lágrimas, por favor.
Que bom que não escutei o Dr.Drauzio e não larguei meu vício. Aliás, ele me ajudou a viver os minutos, as horas e os dias pós-"fingir que não me conhece".
E antes de comprar mais um maço, percebi que havia muito mais fumaça do que sentimento por você. E virei a página lindamente. E mudei meu número de telefone.

terça-feira, 13 de março de 2012

AMORES TEMOS DE MENOS. HIPOCRISIA JÁ TEMOS DEMAIS.

Aproveitanto esta vibe Cazuza que tô curtindo, mando meu desprezo para você que fala em Deus da boca para fora mas que não sabe amar seu semelhante. Você que caga regras de bom comportamento e tem a petulância de classificar as pessoas como "melhores" ou "piores" uma das outras.

"Como é estranha a natureza
morta dos que não tem dor.
Como é estéril a certeza                    de quem vive sem amor..."

Acredito muito mais nas verdades bárbaras que você falou para sua prima do que nas lágrimas pelo seu primo doente.

E se Cazuza é muito forte para sua hipocrisia pseudo-cristão, que Deus toque (de verdade) seu coração.

quinta-feira, 8 de março de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MULHER DE VERDADE

Em homenagem ao Dia da Mulher, pensei em fazer um post sobre o "up grade" que minha autoestima ganhou depois de participar do DIA DE MODELO do blog MULHERÃO.
Mas é tanta coisa para falar (padrão de beleza, distúrbios alimentares, complexo de inferioridade, distorção da autoimagem...) que resolvi fazer um pequeno vídeo. Sabe como é, as imagens continuam falando mais do que mil palavras. E cada um tira sua própria conclusão.



CRÉDITOS: As fotos do início do vídeo foram retiradas daqui
Meus fotógrafos: Hilton Costa e Claudio Pompeu

domingo, 4 de março de 2012

EM UM RELACIONAMENTO "FALA SÉRIO" - XICO SÁ

Não custa nada fazer o alerta de novo.
Você amigo, você fofolete, acaba o casamento, o romance, a novela, o caso, o rolo, mas continuam acompanhando a vida do(a) ex no Orkut, no Facebook, no twitter, nas redes sociais mais intimistas.
Um desastre.
À guisa de alerta, a canção das antigas: “Risque meu nome do seu caderno/ Pois não suporto o inferno/Do nosso amor fracassado”.
Risque o meu nome do seu  Facebook…
Podendo evitar, meu caro, minha princesa, evitem. Salte fora, meu rapaz, corra, Lola, corra.
Aproveitem que os laços foram cortados no plano real e passem a régua também nas espumas da virtualidade.
O mais é sofrimento à toa, reacender a fogueira do ciúme, masoquismo, perversão, sacanagem. Um risco que não vale mesmo a pena.
Qualquer recado ou post, mesmo os mais inocentes ou sem propósito, viram um inferno na terra. Para completar, tem sempre alguém mais sacana ainda e entra no jogo, dando linha na pipa da maldade.
Prefira não, amigo, caia fora mesmo, Lola.
Não adianta nem tentar dizer que não liga, que é apenas virtual, que leva na buena, que acabou tudo bem e que é civilizadíssimo. Melhor evitar aperreios no juízo.
Você já prestou atenção, meu jovem, na fartura de tragédias amorosas que tiveram como espoleta da discórdia um simples comentário na Internet, uma foto sensual no Orkut, uma alteração no status do relacionamento?
E tem outra: precisa ser muito tranqüilo para não ficar fuçando a vida do(a) entidade chamada ex. Quem resiste ai levante o dedo.
Melhor evitar o brinquedo assassino chamado ciúme, esse satanás de chifre.
Sim, tem que ser forte para cair fora, para bloqueá-lo(a), para dar um tempo inclusive na amizade forçada –não há civilização no fim do amor, a barbárie e a selvageria sempre prevalecem.
Não basta o sofrimento mais do que real da ressaca amorosa? Basta.
Ninguém segura essa onda. Claro que só uma minoria maluca chega à violência, ao inconcebível.
A maioria, mesmo silenciosa, sofre horrores, se acaba, o velho pote até aqui de mágoa, como diria o xará Buarque, faça não, caia fora, faz bem para manter a sanidade.
Risque o meu nome do seu Facebook, não me siga no twitter,  eu não sou novela.
Mude o status amoroso, faça troça do brinquedo: estou em um relacionamento “fala sério”…


AMO O XICO SÁ. E SE VOCÊ QUISER LER MAIS TEXTOS GOSTOSOS DELE, É SÓ CLICAR AQUI  

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

PARATI

Não acredite na fala dessa gente
que, infelizmente, se esquece de viver


sábado, 25 de fevereiro de 2012

SOQUINHO NA SANTINHA - Marianna Greca

Me engana que eu gosto.
Não vem com esse papinho de modernosa, livre e desencanada.
Você não passa é de uma boazinha. E das mais santinhas.
É praga da geração. As "boazinhas crônicas" são o mal do século.
E não adianta levantar a blusa pra ver se o garçom olha finalmente pra sua mesa. Não tenta me enganar. Tá pensando que eu nasci ontem?
Ok, deixa eu explicar.
Sabe aquela menina queridinha que finge não ter ficado decepcionada porque não ganhou do Papai-Noel um par de patins?
Sabe qual é a maior diferença entre você e ela?
A mesma entre seis e meia dúzia.
Porque você faz a mesma coisa que ela quando aceita um cara não te ligar no dia seguinte. E sai com ele quando o cidadão finalmente te convida um mês depois. Quer boazinha maior que essa?
Quero te dizer que cansei de falar sobre superação,fossa, crescimento. Já deu pra mim. Cansei de colocar a sua cabeça no meu colo e ficar fazendo carinho no seu cabelo, dizendo que você é uma mulher linda e independente e que, se ele faz tanta falta, alguma coisa muito maior que ele é que está faltando na sua vida, etc, etc.
Cansei. Porque você é uma traidora do próprio gênero.
Por isso hoje inaugurei um movimento. E sigo com ele com a mesma obstinação de depiladora no último dia do inverno.
É o movimento "soquinho na santinha". Porque toda santa tem o demônio que merece.
Sabe quando você diz que reconhece que as mulheres lutaram muito para conquistar seu espaço no mercado de trabalho, para se relacionarem com quem quiserem, e aquele blá-blá-blá todo?
Vou te dizer uma coisa, princesinha. Você nega. Mas é tão submissa quanto todas as gerações anteriores juntas.
Você procura entender quando te dizem que não querem compromisso  por enquanto. Você acha natural um cara fazer questão de partir pros "finalmentes" antes de finalmente te pedir em namoro. Você diz que não reparou que ele chegou atrasado - nada como duas horas de introspecção, não?
Você se sente culpada por ter sido muito recatada no primeiro encontro. Você se sente mais culpada ainda por não ter sido tão SOQUINHO NA SANTINHArecatada quanto talvez devesse. Você se policia para não cobrar nada e respeitar a liberdade dele.
Não faz cara de ciúmes, não pergunta o que ele fez na noite passada, finge achar engraçada uma piada terrível que só bêbado é capaz de fazer, fica insegura sobre estar usando a roupa que transmita a mensagem certa - enquanto ele vai te ver com a mesma camiseta que usa pra lavar o carro -, deixa de comer chocolate com medo de ele te achar gorda, não vai na festa dos seus amigos porque ele não está afim de sair - mas deixou claro que é melhor você ficar em casa.
Bando de boazinhas. Vocês realmente são as noras que essas sogras pediram a Deus. Quanta doçura e condescendência. Essa aí, São Pedro manda direto pra área VIP do paraíso.
Mas calma lá. Não tão rápido.
Deixa eu deixar o meu recado antes.
Vocês estão condenadas.
Não por esse cidadão. Para esse aí vocês estão se vacinando aos poucos, não é? É igual fazer baliza.
Uma hora acostuma.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Tenho sim, e daí?

Publiquei este texto há algum tempo e, pela quantidade de comentários, muita gente achou legal. Daí esta semana o cantor Wando fez a "viagem" dele, senti vontade de publicá-lo novamente.
Sejamos eternamente bregas se é isto que nos faz feliz.


Tem algumas coisas que todo mundo tem, mas cisma em negar.
Não tô falando de celulite ou calcinha com elástico largo: isso a gente tem e pronto. Eu, pelo menos, tenho e nunca tive vergonha. É diferente de já ter lido mais de um livro do Paulo Coelho: nego até a morte, porque pega mal pra cacete.

Mas tem umas coisinhas que queimam o filme mas não dá pra gente renegar. Meu lado brega, por exemplo. Ele é breguíssimo mas não consigo dizer que ele não existe só pra manter a pose. Deve ser breguice visceral isso. Não vislumbro cura.

Minha primeira paixão neste estilo foi Sidney Magal. Sim, o "Cigano" Sidney Magal. Já dancei muito me imaginando ser a Cigana Sandra Rosa Madalena. Eu tinha uns três ou quatro anos, mas foi uma paixão marcante. Verdadeira. Não deboche, portanto.

Outra paixão foi pelo Renato Gaúcho, quando ele jogava no Flamengo. Aquele cabelinho à lá Chitãozinho e Xororó era tudo de mais maravilhoso na minha vida. Teve também a época que eu ia me casar com o Ray, do Menudo. Difícil de acreditar, né? Mas é verdade: essa alma aqui cheia de pose já amou um Menudo. Aliás, essa alma pseudo-fashion está ouvindo uma música que ai, ai, ai... Fez transbordar toda minha breguice latente: Fogo e Paixão, do Wando. Gente, "Você é luz, é raio, estrela e luar/ Manhã de sol, meu Iaiá, meu Ioiô" deveria constar nos livros de literatura. É poesia pura, é delícia total: quando tão louca me beija na boca/ me ama no chão. Onde estão os teóricos da literatura que ainda não fizeram um tratado sobre esses versos, onde?

Parei meu trabalho burocrático e sem graça e corri pra escrever sobre isso. Estou me segurando pra não cantar em voz alta.

Se no dia a dia sou séria e me deixo sufocar pelos compromissos, quando paro e escuto meu lado brega, sinto uma alegria, uma vontade de ser feliz.

Viva meu lado brega!



CRIANÇA DIZ CADA COISA...


Acabei de ler um texto lindinho (clica aqui)da queridona Heloísa e me lembrei de um momento bem típico de "criança diz cada coisa", bem à la Pedro Bloch, sabe?

Minha sobrinha (a afilhada e amor da minha vida) Lara tinha cinco anos quando a Vovó Cininha "virou estrela" e,  por ter sido a primeira experiência de perda na vidinha dela, marcou muito, claro. Durante algumas semanas a Larinha falava muito sobre a Bisa, perguntava para onde ela foi, até que fez a clássica pergunta "Por que a Bisa morreu, mamãe?". Minha irmã explicou que ela já estava bem velhinha e que isso acontece com todo mundo e... A Lara saiu correndo. 
Chegou correndo na casa da minha mãe, que estava assistindo TV, deu-lhe  um grande abraço e pediu em tom irresistível "Vovó, promete que você nunca vai parar de pintar o cabelo?".  Minha mãe não entendeu o pedido e perguntou o motivo. Lara, porém, só se explicou depois de ouvir o esperado "Sim, a Vovó promete. Mas por quê?" ao que a garotinha esperta e apaixonada respondeu : Pra você não ter nunca cabelos brancos, não ficar velhinha e nunca, mas nunca mesmo, morrer, Vovó.

 





terça-feira, 31 de janeiro de 2012

UM TEXTO SUPER ATRASADO



Em geral, quando Dezembro dá as caras, gosto de fazer um balanço de como foi meu ano. Em geral, me dá ânsia de vômito fazer isso, mas eu faço. Não fiz este sobre 2011 porque 2011 foi muito "punk", hardcore total e eu não tive tempo e nem paciência. Também não fiz sobre 2010 porque aquele foi um ano que nem devia ter começado. 
Só que hoje me deu vontade de falar de 2011. Talvez uma necessidade de falar "2011, seu puto, você passou. Eu estou aqui". Parece tardio um texto com clima de final de ano em pleno Janeiro, mas sou assim mesmo e vivo, na maioria das vezes, na contramão de tudo. 
O ano que acabou há exatos 30 dias foi de um mau gosto terrível, de um descaso comigo total. Fui derrubada 332 vezes por dia em quase todos os dias. Voltei à estaca zero com uma mão na frente e outra atrás. Mas não perdi totalmente a capacidade de raciocinar, o que é tão comum em cidade pequena (de alma e grande de hipocrisia). Fui em frente com um sorriso meio falso, meio orgulhoso e bem metido à besta. 
Engoli uns sapos mega indigestos, chorei sozinha à noite (e de dia também), pedi (e recebi) colo de mãe inúmeras vezes e vi a personagem fodona que construí ao longo de 20 anos se estrepar lindamente. Quem não gosta de mim teve motivo suficiente para ficar feliz no ano que passou. E falar sobre isso me dá a noção do quão ficaram intactas minha autocrueldade e minha sinceridade.
Como já era de se esperar (2010 foi um cu, já mencionei isto), nenhuma das "promessinhas de ano novo", feitas no início de 2011, foram levadas a sério. Aliás, nem me lembro de ter feito promessa alguma. Mas aquelas tradicionalíssimas, que todo mundo faz todo ano, aconteceram ao contrário. Do tipo "tem mas acabou". Engordei. Briguei com amigos antigos. Continuei depressiva. Não parei de fumar. Não voltei a estudar. A maior vitória que tive em 2011 deve ter sido naquela partida de Mau-Mau (é assim que escreve?) que joguei com minha sobrinha de cinco anos. Perdi meu tio tão querido (e esta foi a dor mais forte que senti nos últimos anos). Quase perdi a fé em 2011.
Não escrevi nenhum texto legal, daqueles totalmente inventados e que os (poucos) leitores se inflamam de ternura por mim, deixam mil recadinhos fofos. 2011 foi um ano fraquíssimo em termos de "fazer algo legal", não só aqui no blog. Não me lembro de ter me divertido num final de semana sequer. 
E se você já conhece o blog, deve ter visto que no final do ano eu publicava uma listinha com os livros que li. Acertou se disse "aposto que não fez também". É, não fiz mesmo. E sabe por quê? Porque não devo ter lido nem um livro em 2011. Ao contrário, vendi minha mini biblioteca. Assim como tive de vender o laptop. Os livros vendi porque tava sem grana e ia me mudar pra um lugar que não tinha espaço. O notebook vendi porque deu defeito. E 2011 foi bem isso: deu defeito o tempo todo.
Houve vários momentos que me perguntei "cadê a Aline que sempre viveu aqui?" e esta pergunta ecoa ainda hoje, 31 dias depois de 2012 começar. Mas eu desejo, de coração, que esse tempo imenso que fiquei fora do ar (e fora de mim) não tenha sido o suficiente para você (você mesmo, que parou para ler esse monte de lamentação sobre o leite que já até coalhou de tanto tempo faz que foi derramado) esquecer que mais do que uma pessoa que tá tentando reconstruir a vida, quem escreve aqui é uma eterna carente menina. 
Fica aqui meu sonoro "2011, seu puto, você passou e eu fiquei". Fica também meu mais sincero desejo que em 2012 eu escreva pra caralho aqui. E que você (você mesmo) seja muito, mas muito feliz. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

UM POST SOBRE NADA

Ando sumida daqui, eu sei. Os últimos textos foram "reedições" ou do tipo baixo-astral-até-o-último-fio-de-cabelo. Mas continuo quase firme e quase forte. Continuo com vontade de escrever, continuo sem saber escrever, continuo falando muito quando deveria só ouvir, continuo me calando quando era hora de gritar. Continuo toda errada. E talvez nesta conclusão estejam os dois grandes motivos, além da falta de tempo, de eu estar há tanto tempo sem escrever: minha vida está toda errada e tudo continua, nada muda. Mesmo que o cenário seja bem diferente, o enredo tá igualzinho.  
Fiz aniversário por estes dias e isto significa repensar a vida, fazer uma espécie de inventário de mim mesma. Depressão, sai do meu pé, por gentileza. 
Daí eu começo a escrever um pouquinho e já fico imaginando um monte de gente (paranoia, o nome disso é paranoia eu sei) falando "deixa disso", "você vai sair dessa". Então penso que nem vale a pena escrever porra nenhuma, afinal,  tá tudo igual, é mentira que vou sair dessa e tenho mais o que fazer com meu tempo. Fazer o quê?
Aí eu me lembro que um dia já quis ser escritora, já fiz planos de mudar o mundo e também acreditei em amor eterno. E estas lembranças não passam de carrascas que servem apenas para eu constatar que nunca trabalhei nem perto da área que gostaria, que não mudei nem minha alimentação e que hoje em dia já não acredito nem mesmo em amor. E esta constatação me faz sentir uma raiva danada de mim mesma porque um dia eu jurei que jamais iria deixar meu coração endurecer. 
Sinto saudade de quando eu achava que as coisas seriam fáceis para mim só porque eu era uma pessoa legal e que não guardava ódio no coração. Sinto saudade de quando guardava cartas antigas, cartões postais  e papeis de bala. E também de quando sempre havia uma festa para eu ir. 
Faz um tempão que não me convidam para festas. E quando convidam eu não vou. Continuo sem muito rancor no coração, mas já não sustento minha posição contrária. Mudo de discurso ao menor sinal de desagrado alheio. Talvez seja maturidade essa coisa de não discutir. Talvez seja preguiça pura.
Tenho medo de envelhecer cheia de manias que nem uma prima mal amada que eu tenho. 
Hoje nem amo e nem odeio com todas as minhas forças. Sou só um pouco sarcástica com quem não me dá muito ibope. Parei com a terapia e sinto pavor de enlouquecer de vez. 
São muito diferentes a Aline que sou e aquela que sempre soube que seria. Qual delas é mais legal e viável eu não sei. Mas qual é a mais feliz, pode apostar que não é esta aqui. Isso não.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

LET´S PLAY THAT (TORQUATO NETO)

quando eu nasci
um anjo louco
muito louco
veio ler a minha mão
não era um anjo barroco
era um anjo muito louco,torto
com asas de avião
eis que esse anjo me disse
apertando minha mão
com um sorriso entre dentes
vai bicho desafinar
o coro dos contentes
vai bicho desafinar
o coro dos contentes
let's play that


Vale a pena dar uma olhadinha em outras poesia do ótimo Torquato Neto, esse poeta tropicalista.

Hoje é dia 04 de Janeiro, meu aniversário. E este é um poema que tem a minha cara.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

AO MEU TIO BETINHO.



A Luciana me pediu para falar sobre o Tio Betinho. Pensei em algumas coisas para dizer aqui. Mas hoje estamos aqui somente entre amigos, portanto, não há nada de novo, nenhuma novidade: todos os conhecem. Por isso, resolvi falar PARA ele:

Tio, você realmente é um cara "do contra", ? Passou a vida aqui na Terra sendo apressado - quem nunca o ouviu chamar 'Iyone, vamos. Iyone!' ?

E logo na hora de partir você não teve pressa. Ao contrário, você escolheu partir lenta e gradualmente. Foram vinte e poucos dias de grande angústia, muita ansiedade e lágrimas, muitas delas.


Por outro lado, nestes dias vocês nos proporcionou a oportunidade de nos despedir. Você nos proporcionou a oportunidade - veja que contraditório! - de refletir sobre a vida. 
Sobretudo, meu Tio, você nos proporcionou a oportunidade de praticarmos o desapego. Desapego da matéria, do corpo material.

Hoje estamos tristes, mas certamente temos mais consciência de que estamos apenas de passagem por este mundo, temos certeza de que este corpo que hoje velamos é apenas um instrumento. Você não é - e isso nos consola - este corpo: você é muito mais! Você é a lembrança que vamos levar para sempre.

Você é o menino que saiu cedo de Paraty, mas que nunca deixou Paraty sair de você. Você é o amigo do Charlinhos, do Caiquinho e de tantos outros. Você é o irmão da Tia Hélcia, do Tio Claudinho, do meu paizinho (que, por razões emocionais, não pôde vir). Você é o pai da Luciana, da Juliana e o maridão da Tia Iyone. Você é o paulistano mais Rubro-Negro que eu jamais conheci!

Ontem, Paraty foi dormir mais triste porque perdeu o cara solidário, que dava apoio a todo conhecido que aqui em São Paulo estivesse. E hoje, apesar de toda tristeza, temos dois grandes motivos para agradecer a Deus: 
O 1o. é pela oportunidade de termos convivido com você. Ser da sua família (e isso a Tia Hélcia, o Tio Claudinho, meu paizinho, a Juju, a Lu e a Tia, eu tenho certeza, concordam comigo) é um privilégio. O 2o motivo é por Deus ter dado fim ao seu sofrimento, o sofrimento do seu corpo material. Você é muito mais do que este corpo, lembra?

Então, meu Tio, vai com Deus. Vai ser eterno no Infinito.

QUALQUER DIA, AMIGO, A GENTE VAI SE ENCONTRAR.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

HOJE

Hoje não vou falar de mim, não vou falar daquele rapazinho que faz meus olhos brilharem, não vou dizer nada engraçado.
Hoje é dia que não era pra existir, é dia que não faz Sol e nem sentido, dia sem porquê.
Minha família e eu estamos tristes e a todo minuto lembrando dos bons momentos que vivemos ao lado do meu querido Tio Betinho.
QUALQUER DIA, AMIGO, A GENTE VAI SE ENCONTRAR.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Frases de efeito bomba

Não gosto de rotina: fazer todo dia o mesmo trajeto pro trabalho, sair pra almoçar todos os dias no mesmo horário, no mesmo restaurante. Como não posso me dar ao luxo de mudar de emprego a cada 6 meses e assim conhecer um monte de gente nova, eu faço o que posso pra sair do piloto automático: tem dia que vou trabalhar de ônibus, tem dia que pego a praia e peço para passarmos pela praia. Em vez de almoçar, pego um livro pra ler e por aí vai... tento não repetir as coisas, acho que é pra não morrer de tédio.
Meus amigos também são ecléticos: tenho o melhor amigo para falar besteira, outro pra pedir conselho, uma amiga certinha pra ir à exposições, outra meio porra-louca pra ir pra Lapa. Assim, vou dando nuances diferentes pra minha vida não ser assim tão linear.
Só tem uma coisa que não muda: meu instinto eterno de acabar com as coisas antes que se tornem “sérias”, pra valer. To falando de relacionamentos, claro. Toda vez que a coisa parece estar no caminho certo, um bichinho auto-destrutivo ou super-protetor (depende do ponto de vista ou da linha de terapia de quem quiser analisar) dá um jeito de estragar tudo.
Adquiri um talento incrível para isso: estragar as coisas virou minha especialidade. Se por um lado parece coisa de gente doida (e não é?) ao mesmo tempo vejo como o melhor jeito de não sofrer. Faço isso pra enxergar logo qual é o tamanho do cérebro do cara e quão parecido ele é com todos os outros que já estiveram no meu caderninho de telefone.
Vou te falar uma coisa: chega a ser engraçado como os homens são mesmo todos iguais. Falo isso sem mágoa ou amargura. É quase científico: experimenta falar uma das minhas frases-kamikazes que você vai me dar razão. Sim, eu falo sempre as mesmas frases, mostrando assim que aprendi alguma coisa com o sexo oposto. Falo as mesmas frases para os mais diferentes caras. E a reação é sempre muito parecida: o sujeito vira praticamente um maratonista. Corre trocentos quilômetros e depois desaparece do mapa. Nem no Google eu o encontro mais.
As tais frases são, ao meu ver, ingênuas, mas produzem um efeito devastador. “A gente combina pra caramba”, “Minha mâe vai adorar te conhecer” ou “Lá é lindo. No feriado da semana que vem a gente podia ir lá”. Na maioria das vezes eu tenho certeza de que o cara (que é até gente boa e tem um papo legal) e eu somos totalmente diferentes e também jamais teria coragem de apresentar um “Zé-Ninguém-em-potencial-na-minha-vida-amorosa” para minha família. Mas eles sempre acreditam nisso e metem o pé.
Quando vejo que a figura não me liga há 3 dias, constato, numa felicidade amarga porém esnobe que eu estava certíssima. O cara não era nada daquilo que falava. Sinto um misto de alívio e preguiça, pois sei que vou ter de começar do zero com outro. E eu morro de preguiça de conhecer alguém, e contar as mesmas coisas sobre mim, e esconder as mesmas coisas sobre mim, e explicar que aquela não é minha prima de verdade, que é a gente é amiga há muitos anos e por isso se considera prima e... nossa! Quanta trabalheira para, depois da 1ª ou 2ª frase no estilo “Ou dá ou desce”, o cara odiar o dia que me conheceu.
Gostaria muito de conseguir mudar esse meu comportamento-padrão, mas é mais forte do que eu, é um vício, eu diria. A sensação de constatar que eu estava certa, que ele não merecia ouvir coisas tão íntimas como “passei a tarde toda pensando em você” , parece uma medalha. Acertei de novo: o alvo era a maior furada!
Tem uns que fingem que  não ouviram e insistem em continuar na história. Aí eu vejo que ele é mais vivido, deve pensar “vou empurrar com a barriga”. Já cheguei a pensar que esses que não desistiam da 1ª bateria de testes eram mais maduros ou, quem sabe, estavam mesmo a fim. Deve ser meu lado pisciano insistindo em dar as caras e me fazendo ter uns surtos românticos.
A 2ª bateria de testes consiste em dizer “estou com tanta saudade de você”, “passa aqui em casa hoje” ou “você ta virando muito especial pra mim”. Se não fosse eu a protagonista, acharia engraçado o desfecho e as conseqüências dessas frases tão meigas, tão carinhosas. Mas como sou eu que fico no “ora veja”, não acho lá muito engraçado: o cara ouve que estou com saudade e entende “eu quero casar com você”. Falo pra ele passar lá em casa e ele entende que é pra pedir a minha mão em casamento aos meus pais, que nem moram comigo.
Muitas vezes quem ta a fim de meter o pé sou eu mesma, e uso essas granadas faladas só pra ter a certeza de que ele nunca mais vai me ligar ou me atender. E que vai me bloquear no MSN. É o jeito que encontrei de me proteger de homem medroso ou machista. Porque eu acho que um sujeito que perde o interesse só porque sabe que ali a partida já ta ganha é um machista com cérebro de ervilha. E também acho que o cara que treme de pavor por saber que eu to ficando a fim dele é um medroso. “Ficar a fim” é ficar a fim de sair, de dormir junto, de sair pra jantar. Não é ficar a fim de escolher os padrinhos ou a Igreja.
Medroso ou machista, não importa, no fundo ele é um pretensioso. É muita pretensão achar que quero ter um filho dele só porque ele me despertou um sentimentozinho à toa. É um descaramento achar que tudo bem dormir na minha cama, fumar no meu quarto com a janela trancada, ler meu jornal antes de mim, mas andar de mãos dadas na orla requer mais intimidade. Vai se catar.
Com funciona a mente de uma criatura assim? Como ele pode me enxergar tão assustadora só porque falei que lembrei dele ontem à tarde? Caramba! É tão difícil sacar que eu também tenho vários medos, e o de me envolver demais é o maior deles? Será que ele não é inteligente o bastante pra sacar que mulher também tem medo de assumir compromisso? Acho uma sacanagem de incluir na lista daquelas que querem casar a todo custo: eu já cassei uma vez, não quero mais. Acho uma injustiça me ver como uma louca de “trinta e uns anos” cujo relógio biológico implora por um filho: eu não quero filho, cacete. Não percebeu?
E também não adianta você me perguntar o que eu quero. Não sei, droga. Não sei mesmo. Ta bom assim do jeito que ta, eu só queria que ficasse melhor. Mas e se não ficar? Será que a graça estar em não conviver? Ou é justamente o contrário: o convívio tira os medos e tudo fica mais gostoso ainda? Melhor parar por aqui, porque isso é o famoso “quem nasceu primeiro?”.
Quem sabe um dia eu aprendo a conviver bem com a rotina? Quem sabe um dia eu não pare de estragar tudo? Ou quem sabe aquele carinha que vive dando em cima de mim não é exatamente o que não tem medo de ouvir frases-kamikazes?

domingo, 6 de novembro de 2011

PARABÉNS

Hoje é aniversário de uma querida leitora, a Mônica. Jamais poderia deixar de deixar aqui meu abraço carinhoso a esta lindona.

Quinha, te adoro!!!!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

VESTIR-SE DE ALTO ASTRAL

 Por mais que a gente queira se destacar, ser única, diferente, enfim, a grande verdade é que mulher é tudo igual. Que bom.
 Meu último texto foi sobre como ando meio pra baixo, desanimada (aproveito para beijar carinhosamente quem deixou recadinho de "força, Aline". Vocẽs são demais!). Tudo bem que os problemas não podem ser resolvidos assim, de uma hora para outra, mas na maioria das vezes dá pra gente dar uma amenizada. E nada melhor do que umas "comprinhas" para levantar o astral.
 Conheci uma loja, a Adelaide & Dagmar, que é uma fofura e com roupas que são a minha cara (mesmo que você não more aqui em Paraty, vale a visita ao site pois tem lojinha virtual). Comprei "umas coisinhas" que me fizeram me sentir linda. E nada melhor do que se sentir linda para ficar bem humorada, né? 
 Claro que sair por aí gastando não faz ninguém mais feliz e nem resolve os problemas. Mas quem é que não tem problema? 
 Outra coisa que me faz feliz é ler, seja um bom livro, uma revista ou uma poesia. E esta que reproduzi abaixo tem tudo a ver com o assunto.


 

A palavra é uma roupa que a gente veste.
Uns usam palavras curtas.
Outros usam roupa em excesso.
Existem os que jogam palavra fora.
Pior são os que usam em desalinho.

Uns usam palavras caras.
Poucos ostentam palavras raras.
Tem quem nunca troca.
Tem quem usa a dos outros.

A maioria não sabe o que veste.
Alguns sabem mas fingem que não.
E tem quem nunca
usa a roupa certa para a ocasião.

Tem os que se ajeitam bem
com poucas peças.
Outros se enrolam
em um vocabulário de muitas .
Tem gente que estraga tudo que usa.

E você, com quais palavras se veste?
Com quais palavras você se despe?

( A palavra é uma roupa /Viviane Mosé)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

DESNORTEADA

Faz tempo que não escrevo nada novo, né? É que os últimos meses foram tão difíceis pra mim: perdi emprego, namorado, fui embora do Rio... enfim, minha vida virou do avesso e ainda não me acostumei.
Ando meio deprimida, totalmente entediada e isto cria um bloqueio imenso de criatividade.
Não sei dizer exatamente como estou, só sei que perdi o rumo e esperança hoje em dia é uma palavra apenas, não mais um sentimento.
Tenho levado uma vida bastante imbecil. Tal qual este texto aqui.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

SOBRE CARÊNCIAS, CRÍTICAS, ELOGIOS.

Oi, Fê,

Estou melhor, não tenho outra escolha, né? Não adianta ficar putinha só porque o cara não está mais a fim de mim. Imagine se eu fosse ficar com raiva de todos os que não se interessaram por mim. Caralho! Nunca mais ia sorrir na vida. Vida besta!
Dessa vez não estou me fazendo de vítima, ou seja, não perguntei "o que eu fiz/ tenho de errado?".
Não ria, mas eu acho que o novo remédio (da depressão) está fazendo efeito. HAHAHAHAHA até eu ri dessa, mas é sério. Meu médico disse que levaria uns 6 meses para notar o efeito. Tem mais ou menos esse tempo. Tenho prestado atenção nas minhas reações e elas estão muito mais light. Exceto no trânsito, mas aí é querer muito.
Você sabe que tenho um problema sério em relação à minha auto-imagem, né? E por mais óbvio que possa parecer pra quem me conhece, só agora tenho percebido que sou muito crítica comigo mesma. Não me enxergo como as outras pessoas me enxergam. Eu vejo uma mulher gorda quando me olho no espelho. Talvez me vejam como uma gordinha, mas eu me vejo como uma obesa. Só que não adianta ninguém dizer que não: eu insisto nisso. Juro que não é teimosia, é certeza. Deve ser doença.
Semana passada estava experimentando roupas na "nossa" loja e um vestido ficou legal em mim. Aí a vendedora falou "claro,com esse corpão!" Fiquei olhando pra ela, aí ela falou : o que foi? Deu pra ver que ela ficou meio assustada com o olhar que eu dei. Na verdade, eu é que tava assustada com o comentário dela.
O vestido é aquele estampado, com a combinação vinho, que você gostou, lembra? Ela falou: dá até pra usar só a "combinação". Aliás, seu eu tivesse essas pernas, eu só ía usar a combinação". Menina, fiquei sem saber o que falar: elogios ainda me embaraçam.
No dia seguinte (essa é em primeira mão)fui ao cirurgião plástico. Foi a Ana que indicou. Falei "Dr., quero uma barriga de quem faz 3 mil abdominais por dia. Sei que vai ter que ser plástica no abdomen, mas não tem problema porque eu sei que a cicatriz fica escondida".
Enquanto me examinava ficou me olhando, olhando, apertando... E eu lá, naquela situação constrangedora só pensava "o cara deve estar fazendo a conta de quantos litros de gordura vai tirar e como vai fazer pra costurar tanta pelanca". Aí ele simplesmente falou que plástica nem pensar: não tem nem pele pra tirar. E os abdominais estão fazendo efeito, sim. Me deu até parabéns. Senti uma vontade de pedir pra ele escrever aquilo. Juro que eu ia registrar em Cartório.
Ele sugeriu que fizéssemos a lipo nas costas (onde não fiz ainda), pois é um lugar que adora acumular gordura.
Falei que pensava que a única solução fosse uma plástica. Aí ele falou "Vamos nos concentrar nas costas pra te dar mais suavidade. Você tem um corpão. Não inventa defeito". Amiga, dá pra acreditar? Em dois dias, duas pessoas falaram que tenho "corpão". Fiquei pensando e acho que eles não têm motivos pra falar isso do nada, por invenção. Principalmente o médico, né? A plástica é o dobro do preço da lipo.
Bem, falei tudo isso pra dizer que tenho prestado atenção em mim, nas minhas reações, respostas... Tenho sido muito crítica comigo mesma. Acho que enquanto eu não tratar bem de mim mesma, não vai adiantar eu estar com ninguém ao meu lado: porque ninguém vai me tratar do jeito que só eu posso fazer. Enquanto eu mesma não me der carinho, vou continuar vendo coisas onde não existe nada, ou seja, qualquer gesto um pouco mais carinhoso de um cara (como foi o caso do rapazinho lá, que sempre me tratou super bem) eu já enxergo como uma declaração de amor. O nome disso é carência. E carência interna, que só pode ser abrandada por mim mesma.
PS: em vez de fazer a lipo, marquei hora com um terapeuta.

Beijos da sua amiga de sempre,