sexta-feira, 30 de abril de 2010

SOBRE DESPEDIDAS E O QUE LEVAMOS NO CORAÇÃO

Hoje termino um ciclo em minha vida profissional e certamente outro, tão bem sucedido, terá início em breve.
Há exatos 4 anos tomei uma decisão séria: pedi demissão de uma empresa onde trabalhei por 10 anos. À época, muitos colegas de trabalho me chamaram de "louca", "inconsequente" e coisas do gênero. Os argumentos eram que eu estava me desligando de uma empresa que praticamente nunca demitiu ninguém, que eu já estava habituada às funções, que gozava de excelente reputação junto aos meus superiores e muito mais.
O problema é que eu estava insatisfeita: 10 anos fazendo as mesmas coisas e, embora viajasse constantemente por todo o país, sentia-me presa, limitada. É claro que foram 10 anos de muito aprendizado e saí de lá com a sensação de missão cumprida. Mas precisava de algo mais, ampliar conhecimentos e todos aqueles clichês tão verdadeiros relacionados à vida profissional da gente.
Tenho algum tipo de "estrela" que sempre me levou a ter chefes com os quais me dei muito bem. Nos últimos 3 anos e meio trabalhei com um executivo conceituado, extremamente inteligente, de grande visão e muito respeitado no mercado. Sabe aquele profissional que tem tudo para ser o "chefe mandão", indiferente aos subordinados? Pois é, essas características passaram longe, muito longe dele. Nem dá pra falar sobre as qualidades dele, mas uma expressão o resume bem : a gentileza em pessoa, a quem sou muito grata por toda confiança que sempre depositou em mim. E se não bastasse, ainda é pai da Bruna, responsável pela minha pele sempre tão elogiada.
Além dele, convivi com outros colegas também nota 10. Fiz parte de um time de pessoas honestas, centradas em suas funções e solidárias umas com as outras. Não me lembro de ter ouvido um "bom dia" da boca pra fora ou um "obrigado" só por formalidade.
Sentirei saudade da boa vontade do Rodrigo (de quem sinto muito orgulho por ter ouvido meu conselho e começado a estudar Inglês. Adoro vê-lo fazendo o "homework"): sempre pronto para atender um pedido meu, fosse relacionado ao trabalho ou particular. A Mariana, menina competente, séria e engraçada ao mesmo tempo, me passou confiança desde o dia da entrevista para ser nossa recepcionista. A Margarete, com suas histórias pra lá de inusitadas e engraçadas (até na sogra a criatura já deu uma surra), apesar das dificuldades que enfrenta.
O Gui é o verdadeiro carioca: bom de papo e profissional sério nas horas certas. Ah! e inventa os roteiros de férias mais invejáveis que já vi. O tímido Kleber, paulistano, são paulino, sempre querendo nos convencer que São Paulo é o melhor lugar do mundo. Fala sério, meu!
Teve também o Gê, sério, exigente e gente boa toda vida. Com o simpático Jorge não tive tempo de conviver, mas deve ser do mesmo nipe da galera, porque parece que na Mitel é imprescindível ser "do bem".
Um friozinho no estômago se instalou em mim, afinal, não sei o que vem pela frente. Mas sei que boas coisas me aguardam.
Vai ser difícil dizer "tchau" logo mais, e eu bem que gostaria de sair à francesa. Mas tem como não dar um abraço em cada uma dessas pessoas lindas?