quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Óh, dúvida cruel!

Minha amiga está num dilema danado sobre o que fazer com os dois carinhas com quem ela está "ficando". Falei pra ela: prá começo de conversa, você deve estar atraindo olho-gordo de suas amigas, suas inimigas, amigas das suas amigas, enfim, da população feminina quase inteira, né? Pô! A mulherada reclama da falta de homens e minha amiga tá com 2.
Mas ela não está reclamando "de barriga cheia", não. Vamos ao "problema": por um ela é apaixonada. O outro está super a fim dela. Complicado, se a gente levar em conta que ninguém na história aqui é correspondido.
O tal por quem ela carrega um bonde tem aquele discurso prá lá de velho "você é muito especial, mas não estamos na mesma sintonia" e "Gosto de você mas não do jeito que você merece". Bem, pelo menos gentil o cara é. Vamos combinar que tem uns que são bem mais diretos (objetividade que beira a grosseria) e manda logo "Nosso lance é sexo, nada mais". E quando a gente tá apaixonada por um cara, tudo o que não quer ouvir é que é "só sexo". Por melhor que seja o sexo. Aliás, essa é uma das questões dessa minha amiga: segundo ela, além de ela gostar dele "pelo conjunto da obra", na cama ela tem certeza de que nasceram um pro outro.
Já o outro carinha, ela conheceu há pouco tempo e parece que os dois estão apostando num relacionamento. Ele é inteligente, gato, intelectual e liga sempre que diz que vai ligar. Ou seja, minha amiga não deveria pensar duas vezes.
O dilema dela é esse: por que ela não se apaixona por esse cara que tem tudo a ver com ela e ainda por cima está a fim dela? "Porque eu nasci pra ser mulher de malandro" foi o que ela me respondeu. Não ousei dar palpite, pois sei que em assuntos de coração, não existe razão.
Não dei palpite, mas perguntei logo: se deram bem na cama? Ela disse que eles tem potencial para chegarem lá. Ou seja, com uma dose de boa vontade, eles vão se adaptando um ao outro.
Juro por Deus que acredito nisso e sou partidária da filosofia de que, às vezes, vale a pena a gente dar duas ou três chances pro cidadão mostrar a que veio. Claro que tem uns que a gente saca na hora que não nasceram pro esporte. Não adianta treinar porque o rapaz não leva jeito. Mas,pelo que ela me falou, esse aí pode ser uma surpresa boa.
O problema é que ela não consegue deixar de comparar os dois. Pelo que entendi, um é o Romário: nasceu craque. O outro é esforçado, de repente pode ser titular do Volta Redonda.
E então, o que ela deve fazer? Continuar batendo uma bolinha de vez em quando com o craque que faz gol em todas as partidas ou dar uma chance ao futuro titular do Voltaço?