quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Quantos rótulos!

Acho um desrespeito essa divisão de "times" que nos cobram. Temos de escolher um lado: ou ser "mulherzinha", que é como chamam as mulheres que optam por cuidar da casa, do marido e dos filhos, ou ser "mulher independente", que são aquelas que optam por trabalhar fora, não ter filhos ou até não se casarem.
Será que não dá pra respeitar a opção? Será que não dá pra pensar que ser uma coisa ou outra é questão de dom, de perfil?
Trabalho desde cedo, pretendo estudar muito mais do que já estudei, Já casei, já separei, adoro viajar sozinha, não quero filhos mas pretendo viver grandes amores. Aliás, quando estou apaixonada, sou "mulherzinha": cuido do meu homem com muito carinho. Nem por isso deixo de ser eu. Sou feliz pra caramba. Tão feliz quanto minha amiga que não teve oportunidade de nem ao menos conhecer a Ilha de Paquetá, mas que está feliz da vida porque tem filhos lindos, bem cuidados. Perfis diferentes, noções diferentes do que é a felicidade.
Viva a mulher que adora cuidar da casa! Viva a mulher que viaja sozinha pra Europa. Viva a mulher que escolheu ser feliz.