quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Flor Amarela


Que eu sou compulsiva eu sempre soube. Não gosto de nada "pouco", tudo meu é sempre "muito": não gosto mais ou menos de alguém, não leio de vez em quando, não como só um pedacinho. Sou exagerada e quero sempre mais, mais. Em tudo.
E essa parada de escrever vicia, é uma compulsão. Claro que não descobri isso agora, pois eu sempre escrevi (e que bom que optei por escrever, porque era bem capaz de optar por beber. Aí, meu bem, eu já seria uma Renatinha Hoitman desde criancinha). Mas há fases que os assuntos são mais profundos, outros menos, e tem época que simplesmente eu morro de preguiça. Sou de extemos, lembra?
Assim como nunca vou ler todos os livros que eu gostaria (sim, porque eu gostaria de ler todos os livros do mundo!), também não vou conseguir escrever tudo o que está aqui na minha cabeça, esta coisa lotada de idéias, de assuntos. Devo ter até uns parágrafos inteirinhos prontos. Mas não vai dar, porque falta tempo (eu trabalho um pouquinho,né? E meu chefe não viaja tanto assim, aquele ordinário. Custava?) e também porque daria um trabalho imenso... Aí, me lembrei de um poeminha que escrevi há uns 2 ou 3 séculos. Cabe direitinho aqui:



Flor Amarela

Tem muita notícia por aí
neste mundo louco.
Tem muita coisa
acontecendo nas ruas e esquinas.

Tem gente, tem show
tem briga e descoberta

Tem tiro, tem lei
tem tanta coisa por aí
que meus olhos se enchem
de uma preguiça marota.
Uma preguiça de pensar sério
nos assuntos sérios da vida.

Uma preguiça moleca
que me faz prestar atenção
no flor amarela do vestido da vitrine
.