sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Um amor meio cafoninha

No meio da conversa, sem mais nem menos, falei "acho que nunca amei ninguém desse jeito". E todo mundo ficou com aquela cara de espanto, como se ouvissem uma coisa de outro mundo. Acho que ninguém esperava me ouvir falando de você assim.
Mas é isso mesmo e por mais que eu quisesse negar pra eles, não ia conseguir negar pra mim. É isso aí, apesar de tudo, eu amo você. Acho que amo desde o dia que te vi pela 1a.vez, lá na casa da Sílvia. Eu sei que não existe jeito de medir o tamanho ou o peso de um amor, mas o que eu sinto por você é maior do que eu já senti por alguém. Minha tão famosa incapacidade de amar foi a nocaute.
Você também não acredita,né? Tudo bem, eu também duvidei, mas naquele dia que fui dormir na sua casa porque perdi minhas chaves, tive certeza de tudo isso que tô falando. Fiquei brigando com meu sono só pra ficar te olhando, que nem na música do Cazuza: perder noites de sono só pra te ver dormir. Que prazer mais egoísta é o de gostar de outro ser.
E quanto mais eu penso nesse prazer besta e egoísta, mais eu vejo que te amo com uma verdade, com uma intensidade. Eu te amo pra mim mesma, não te pediria amor em troca.
Depois que aceitei você dentro de mim, alguma coisa mudou. Sei lá se isso é bom ou se é a maior cilada do mundo. Não dá pra pensar em nada que não seja bom, coisas mesquinhas não combinam com esse sentimento. Tudo bem que ele me aperta o peito de vez em quando, mas e daí? Quando suas mãos apertam meus peitos eu também sorrio assim. Quando sua boca encosta nos meus peitos, eu te amo até me perder.
Não quero te provar nada. Nada mudaria em mim se você me amasse. Talvez eu pudesse te falar, em vez de escrever, mas pouca coisa mudaria. Porque o amor que eu sinto, por mais que tenha adereços, enfeites e licenças-poéticas, é aquele amor cafoninha que todo mundo ama. Deixo de ser fashion pra poder te amar mais e mais e mais.
Amo quando você chega. Seja na minha casa, seja na sua, seja naquele motel horroroso que a gente foi semana passada. Amo quando você chega e, de certa forma, também quando você vai embora e deixa em mim só o seu cheiro. E algumas marcas.
E se fosse falar das marcas que você deixou em mim, ficaria horas escrevendo. Mas agora preciso me concentrar no amor que sinto quando você vai embora, porque eu acho que você está mais perto da porta de saída do que da minha cama.
Eu te amo até quando você não vai mais chegar.