sábado, 30 de agosto de 2014

Meu pai.


Amor da minha vida.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

COISAS QUE AMO



Não sou mulher só de gostar. Gostar pra mim é pouco e eu sou de extremos. Não sou de "mais ou menos": sou mulher de amar.

E nesta foto tem muita coisa que eu amo: minha cidade, o cais da minha cidade, a bandeira do meu país, barcos e o mar. Dá pra ser feliz sem mar?

Eu, que sou apaixonada por Minas Gerais, me pego pensando se um dia poderia viver feliz em uma cidade sem mar... Toda vez que viajo, quero logo ver o mar.

Adoro banho de rio -já mergulhei até no Rio Negro, em Manaus. Mas não tem jeito: só o mar faz eu me sentir plena. Quando mergulho, sou a pessoa mais livre do mundo.

Talvez por misturar duas paixões minhas - o mar e a literatura - senti vontade de deixar registrado aqui o poema de Fernando Pessoa que é quase uma ode ao mar (e é um a pena que a maioria das pessoas só conheça o pedacinho do "valeu a pena?".


Mar Portuguez

"Ó, mar salgado, quanto de teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó Mar.

Valeu a pena? Tudo vale a pena
se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu"

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Deus vive na minha casa

O Mestre Carlos Emílio Faraco (sim, ele é meu amigo no Facebook. Sim, eu acho chiquérrimo ser amiga de um Professor e escritor tão fera como ele. Sim, eu metida pra caramba) postou uma poesia no FB:

Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa, mas dizei uma só palavra e minha alma será salva.

A gente repetia
sem entender
e via casinhas
de porta e janela,
com coqueirinho
e sol na montanha.

Ficava esperando
a palavra de Deus
vir lá de fora,
porque a casa
era indigna,
pequena,
escura -
e Deus era brilho,
grandeza,
dignidade.

Um belo dia,
a gente resolveu sair à janela
e viu
que não havia brilho,
nem grandeza,
nem nada
e que a casa
flutuava no espaço,
à deriva.

Foi assim que conseguimos entender
o sistema solar,
o poder das mãos,
e o pensamento
como imensas âncoras.

E foi impossível não me lembrar de quando eu era criança e ouvia na igreja o trechinho que falava que, por eu ser indigna, Deus não ia entrar na minha casa. Eu pensava "ué, mas Ele está lá em casa o tempo todo!". E sempre esteve mesmo. Porque lá reinavam o amor, a caridade, a alegria e, principalmente, lá havia meus pais, que sempre se trataram com muito amor e respeito. E também ensinavam a mim e a minha irmã o valor da bondade, do amor entre os nossos.

Hoje entendo que Deus jamais deixou de habitar nosso lar e olha que não éramos católicos fervorosos, mas porque praticávamos (e ainda hoje) aquilo que é a verdadeira essência de qualquer religião: o amor fraterno e incondicional.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

MANTRA PRA NÃO FICAR CHATA

Ontem um velho amigo meu me falou "você já percebeu que em meia hora de conversa você já falou sobre mil defeitos seus?". De fato, no meio da conversa eu soltava umas frases do tipo "nossa! minha unha tá horrível", "meu cabelo tá sem corte" ou "tenho de voltar a malhar, tô gorda".
Quantas vezes, num dia, a gente não repete essas coisas negativa sobre nós mesmas? A gente fala isso com tanta naturalidade, que nem percebe e, quando vê, esse monte de reclamações já virou uma grande verdade na nossa cabeça.
Falei pro meu amigo que ele me deu um toque muito importante, pois eu, assim como um monte de mulher que eu conheço, ando precisando gostar mais de mim. Aí ele se lembrou daquele tal bilhete que um ex apaixonado me mandou e disse: faça dele um mantra! Acredite em cada uma das palavras. Se não, você vai virar uma chata de galocha.
Po! Gorda de cabelo sem corte e ainda por cima chata? É melhor fazer o que ele, que gosta de mim, mandou: Repetir que sou linda, maravilhosa e também ler este famoso bilhete.

"Será que você nunca reparou que pra mim não importa quanto você pesa? Em vez de tentar adivinhar isso, prefiro te abraçar e acariciar seu corpo macio. Aliás, adoro ver seu ritual de passagem de cremes: nas pernas, nos braços, na barriga. E quando você pede ajuda pra alcançar as costas, aí eu adoro ainda mais você.
Não sei seu manequim e nem me interessa. Sei o tamanho da sua cintura pelas minhas mãos e isso basta. E se alguma vendedora de roupa me perguntar seu tamanho vou responder: do tamanho exato para caber no meu abraço e dividir minha cama.
Aliás, foi uma resposta parecida que dei quando meu irmão perguntou como você era: do jeito que eu gosto. É, menina encanada com o peso e com o manequim, você é do jeito que eu gosto. Nunca reparou nisso, né? Por isso me deixa sozinho em casa e vai pra academia suar.
Não estou reclamando de você se cuidar. Eu só quero que você se goste desse jeito aí que você já é. E se você não acredita que é tudo isso, pergunta pra mim. Pra mim, viu? E não para nenhuma daquelas suas amigas do trabalho ou da faculdade ou sei lá de onde. Nenhuma mulher confessa para um homem que outra mulher é linda.
Para de me chamar de exagerado: eu acho você linda e pronto. Eu te olho diferente do que você se olha. Você está presa a padrões de beleza, já eu prefiro olhar pra você e descobrir cada dia um detalhe que te faz diferente e bela. Por exemplo, quando você toma uma decisão e nem me consulta: vai lá e faz. Eu faço cara de chateado mas acho um charme você saber o que quer. Também gosto de ouvir que eu não mando em você. Ah, e sua carinha de brava?É a coisa mais sexy que já inventaram. Aposto que tem amiga sua que treina na frente do espelho pra ficar igual.
Quer ver você me deixar com os quatro pneus arriados? É só dizer 'Tô com fome de doce' e devorar aquela barra de chocolate sozinha, em 10 minutos. Quando você abre o armário e diz que não tem roupa e fica olhando pra 3 mil vestidos e saias e calças, eu penso "vou casar com essa mulher".
Mas sabe o que me atrai mesmo em você? É que mesmo dizendo que é muito branca, que tem celulite desde que nasceu e que precisa de outra lipo, contraditoriamente você desfila pela casa sem roupa, numa naturalidade que me deixa perplexo. Eu amo ver você nua, ver suas pernas brancas, não ver nem marquinha de biquine. Outras mulheres precisam de marquinha de biquine para serem sensuais. Você não. Você só precisa ser você. De cabelo castanho ou vermelho, longo ou curtinho. Você está sempre na moda. Você merece sempre uma poesia. E eu sou louco por você."

sábado, 23 de agosto de 2014

Eu pensava que sendo magra seria mais fácil


Havia um tempo que eu pensava que ser magra bastaria.
Bastaria perder uns 10, 12 kg e então vários aspectos na minha vida mudariam: eu seria mais popular na escola, não ficaria tão triste quando tivesse de comprar roupas, não teria mais apelidos como "baleia", "bujão" e outros tão manjados e que sempre machucam.
Depois que eu emagrecesse, eu pensava, tudo seria muito mais divertido e menos incômodo: poderia usar roupas das minhas amigas e também emprestar as minhas, gostaria de me ver nas fotos, usaria cores claras nas roupas e não me esconderia tanto do mundo.
No fundo, tudo o que eu queria na vida era emagrecer 10kg. Claro que havia um motivo bem específico: com menos 10kg eu seria, enfim, uma menina bonita. Não seria mais aquela que "tem o rosto tão bonito, se fizesse uma dieta...". Quando eu fosse mais magra eu seria bonita como minhas primas e minhas amigas e então é claro que eu teria um namorado muito apaixonado por mim, como elas tinham. Olha, eu nem queria ser como algumas delas que tinham vários admiradores. Pra mim, um só estava muito bom. E então quando o namoro terminasse, eu nem ia ficar triste por muito tempo: eu ia era sair com as amigas e ser paquerada a noite toda, que nem elas.
Acho que devo contar brevemente minha história, se não vão acabar me achando meio fútil: fui uma adolescente gorda e nesta condição fui uma adolescente eternamente atormentada (por mim mesma e sobretudo pelos colegas, amigas e família). Fui bem gorda até os 15 anos, quando fiz uma dieta maluca (a 1ª de muitas) e emagreci bastante. Fiquei quase magra, fiquei quase bonita. Durante este tempo eu não vivia só pensando em como emagrecer, eu gostava também de estudar, sempre fui alucinada por leitura, estudei Inglês. Estou falando isso pra você não pensar que minha cabeça gorda era vazia de conteúdo. Olha, eu não queria simplesmente ser bonita e pronto. Eu queria ser magra para que as coisas fossem mais ou menos parecidas: meu interior e meu exterior. Ah, ninguém gosta de ser elogiada só por ser bonita e nem só por ser inteligente. Continuando minha história: emagreci com 15 anos e engordei várias vezes desde então. A média até que foi positiva para meu lado: hoje, bastante tempo depois, visto manequim 40. Bom, né?
Aí é que vem a parte irônica disso tudo: as coisas eram muito mais fáceis quando eu era gorda. Sim, eram mais fáceis e melhores. Não, eu não sou uma eterna insatisfeita,não! Explico: quando eu era gorda e me interessava por algum rapaz, já sabia de antemão que não ia rolar nada. Ele não ia ter o menor interesse por mim, e com toda razão: eu era gorda, lembra? Razão maior que essa não há. Bem, admito que nunca fui uma encalhada, até que beijei muitas boquinhas por aí. E aqui é que está o interessante : quando eu ficava a fim de um carinha, eu esperava que ele nem me olhasse, então, o que viesse era lucro. Ou seja, quando o cara se interessava também, eu encarava como uma exceção à regra. A regra era ser rejeitada.
Hoje, dentro do meu manequim 40 a regra continua valendo, acredite você ou não. Com "trinta e uns" anos não tenho uma única história de amor verdadeiro para contar não para meus netos, que nunca virão, mas para contar pra mim mesma. Ok, amores verdadeiros não andam por aí dando mole, aparecendo a toda hora.
Não quero ser uma devoradora de homens, isso nem combina comigo, mas eu gostaria de pelo menos despertar a atenção de um ou outro carinha, sabe? É gostoso estar num barzinho e receber uns olhares, alguém pedir meu telefone. Todo mundo gosta. Quando acontece de algum carinha me achar, sei lá, charmosinha e a gente sair, aí é que a coisa complica mesmo : ele perde o encanto. Como que por encanto mesmo: de repente o cara que era todo gentil simplesmente some do mapa.
Já fiz algumas "experiências": agi de forma diferente só para testar se aqueles velhos conselhos ainda valem: não beijar no 1º encontro, não me mostrar auto-suficiente logo de cara, não deixá-lo pensar que sou uma carente de carteirinha, ouvi-lo falar por horas sobre o carro novo que vai comprar... Depois do 3º ou 4º encontro é um tal de "ando tão ocupado" pra cá, "estou sem tempo" prá lá que às vezes eu até dou risada. Só às vezes, porque na maioria das vezes eu fico é muito triste e me pergunto o porquê, afinal, isso sempre acontece comigo. Será que sou muito chata? Será que meu papo cansa? Será ... será... será o quê?
No final das contas, era bem mais fácil quando eu era gorda. A culpa era minha e ponto final. Eu já sabia onde estava o erro: estava na minha (falta de) cintura, no pneuzão da barriga. E é muito mais fácil culpar o ponteiro da balança

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

18 de agosto



Lara, vem cá;

Lara, te amo;

Lara, vem com a titia;

Lara, para com isso!;
Lara, te amo;
Lara, tô com saudade;
Lara, Lara, Lara, Lara...

Há 11 anos descobri que o amor não é substantivo abstrato: ele tem tem nome, sobrenome, boquinha vermelha de batom, olhos iluminados e me chama de Dinda.

O amor faz bagunça, usa vestido rodado, se veste de Princesa, de bailarina e quando me abraça
esqueço o resto do mundo.

O amor me faz feliz quando me acorda cedo e pede café com leite, quando não me deixa ler um livro sossegada e pede pra usar minha maquiagem.

O amor escreve "Dinda, te amo do fundo do coração" e diz que tenho cheirinho de tia querida.

Lara, Lara, Lara...
Que orgulho ver você crescer, tão inteligente, astuta, bagunceira e doce. Teimosa e determinada.
Serei a sua eterna tia coruja, ao seu lado sempre. "A minha sorte grande foi você cair do céu, minha paixão verdadeira".


Lara, você que encheu de luz a minha vida num certo 18 de agosto, 2a-feira, em Laranjeiras.



Sou sua tia, sua dinda, uma eterna apaixonada, enfim.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Selfie literário

Minhas sobrinhas, além de lindas, fazem parte da geração Flip: a da galerinha que cresce com o hábito da leitura. E eu, coruja que sou, fico muito, muito orgulhosa!

O G1 fez um "selfie literário" muito criativo e minhas amadas participaram. Para ver o vídeo, clique aqui 

FLIPINHA

Também a Flipinha fez um sucesso imenso.


FLIP 2014

Sem palavras para descrever o que foi a 12a edição da Flip.



segunda-feira, 28 de julho de 2014

O que é bullying? E porque fazem isso?

Esta semana tive um sonho pesadelo bem desagradável: meu gatinho deu em cima de minha prima e ela correspondeu. Começaram a namorar.

Acordei assustada, voltei a dormir e... o pesadelo continuou.

Sofri tanto. Acho que, na verdade, "re-sofri": era um Déjà Vu. 
Mas desta vez havia um agravante. A prima era diferente, era a Gab e a Gab não faria isso comigo.

Tive amigas que eram as "figurinhas carimbadas", mestras em fazer isso comigo. E não era por se tratar de um carinha interessante. Era pelo prazer de me atingir. 
Mas a Gab, não. Era como se fosse algo do tipo "pô, só faltava você. E você não podia. A gente se ama, Gab". Mesmo que uma vez ou outra você tenha debochado por eu ser gorda, essa baixaria você não faria comigo.


Pronto. Toquei no assunto chave. Fui uma adolescente gorda e, como todos sabem, gordas são feitas para serem zoadas, virarem piadinhas, não serem paqueradas e terem seus eventuais namorados roubados pelas magras. Na adolescência, então, esta é uma regra sem qualquer exceção. 


Todas estas regras foram aplicadas em mim: fui menosprezada diversas vezes por ser gorda. Quando ficava a fim de um cara e ele não queria nada comigo (99% das vezes), ouvia - direta ou indiretamente - que o motivo era mais do que óbvio: como o cara vai gostar de você, Aline? Você é gorda.


De uns tempos para cá deram um nome para essa zoação/ maldade: bullying. E não tenho muita certeza de que os tantos estudos que fazem sobre o tema conseguem dimensionar a ferida que fica na alma, para sempre, de quem sofre.


Sofri isso na escola, na família. A única pessoa que nunca debochou ou me repreendeu por ser gorda foi meu pai. Todos os outros - íntimos ou não- deram, ao menos uma vez, uma cutucadinha. Acho que vem daí minha vocação a ter amigos homens, embora tenha ouvido muitas coisas chatas de alguns meninos.

Mesmo sem querer, lembro das piadinhas das "amigas" e uma pergunta fica martelando: o que leva uma pessoa, que supostamente te quer bem - afinal, frequenta sua casa, participa de sua vida - ser tão malvada? Tão cruel?


Que estranha forma de obter prazer: menosprezar uma adolescente ao chamá-la de gorda. "Chamar" não é o verbo certo. Acho que o mais apropriado é "ofender", porque ser gordo não deveria ser xingamento, mas é usado como tal
.


Não entendo o sádico prazer que uma amiga tinha em "roubar" qualquer carinha por quem eu estivesse interessada. Não era autoafirmação, afinal, disputar um cara comigo era como chutar cachorro morto: eu não tinha chances. Eu era gorda e isso eliminava em 132% minhas chances. Era maldade, pura e simples. O porquê talvez eu nunca entenda mas a consequência disso contribuiu muito para meu complexo eterno de inferioridade.


Nem todas as amigas eram agressivas, algumas me tratavam como "café com leite", ou seja, eu era aquela que não representava qualquer perigo: podiam ir à uma festa comigo sem correr o perigo de eu receber uma cantada do garoto de quem ela estava a fim. Era doído ser tratada assim. Era uma espécie de "certificado de não atraente". Mas era uma maldade mais branda, passiva até. Acho só que elas esqueciam que eu tinha coração, sentimentos. Mas para elas era super coerente: sou gorda, logo nenhum carinha vai se interessar por mim. Por minha parte, para não bancar a ridícula, não deveria ousar me interessar por ninguém, afinal, sabia meu lugar na cadeia alimentar da sedução. 


Até hoje trago consequências psicológicas desses "maus tratos". Claro que terapia e maturidade me fizeram superar muita coisa, mas ainda tem muito, muito complexo latente em mim. Eu tenho vergonha de ter sido gorda na adolescência, eu tenho vergonha de ser gorda, mesmo quando visto manequim 40. Meus complexos nascidos na adolescência me fazem travar e colocam mil empecilhos na hora de sair em uma foto, experimentar uma roupa ou pensar em me aproximar de um rapaz. 


Não sei se um dia vou superar isso. Certamente, o
 jamais entenderei é o porquê de algumas pessoas sentirem tanto prazer em diminuir o outro. Sadismo, maldade, repetição de comportamento do senso comum?


O irônico disso tudo é que muitas daquelas pessoas que me zoavam, e ofendiam, e riam de mim, atualmente deram uma bela "embarangada": as meninas ganharam alguns (vários) quilos, os rapazes ficaram carecas e vários ficaram parados no tempo, estáticos em suas vidinhas casamento-filhos-chopp-trabalho-e-só. 


Prato cheio para uma revanche, né? Mas além de não entender o prazer de magoar o outro, em absoluto eu teria coragem de fazer qualquer menção a isso. Não sou santa: às vezes me vem aquele diabinho e fala "dá uma zoada", fala "envelheceu mal, hein?". Mas o que isso iria me acrescentar como pessoa? 


Sigo em frente, com meus inúmeros complexos de inferioridade mas com a certeza de que não me renderei ao jogo baixo do deboche, do escárnio.


Up date: Esta foto aqui poderia ser para "sambar" na cara de quem já se deliciou tanto me "xingando" de gorda. Mas eu prefiro dizer que é um registro de mais uma FLIP da qual participei.




sábado, 12 de julho de 2014

ANIVERSÁRIO DE AMIGO


Sabe quando você olha para uma pessoa e sente como se ela tivesse uma espécie de imã, algo que faz você se sentir ligado a ela imediatamente?

Não há muitas explicações para isso. Será que é isso o tal do "amor à primeira vista"? Talvez sim, porque esta expressão não deve ser aplicada somente ao amor entre homem e mulher. Pode muito bem ser aplicada no que se refere à amizade.

Pois é, a primeira vez que vi o Ronaldo foi assim. Olhei pra ele e pensei "seremos amigos". Não me enganei: tornamo-nos amigos quase imediatamente. Eu apenas não sabia o quão forte esta amizade se tornaria. E a quanto ela resistiria: distância geográfica, males-entendidos, rotinas diferentes...

Sempre houve um carinho muito especial entre nós. No início ele era o "Ronaldo da Cesgranrio", depois virou "melhor amigo do meu namorado", foi também o "padrinho de casamento". Hoje somos amigos e parceiros, para o bem e para o mal. Ele é o "O amigo". Um amigo que esteve ao meu lado em momentos muito felizes e também em episódios chatos. Sempre lá, sorrisão no rosto, palavra amiga, piadas para quebrarem o clima...

Faz 17 anos que o conheço. E desde o primeiro instante percebi que ele é uma daquelas pessoas que têm vocação para amizade, vocação para agregar as pessoas. 

Ronaldo, hoje é seu aniversário e não tenho muitas novidades para falar para você. Pelo menos nada que já não tenha dito pessoalmente. O que desejo para você também é mais do que notório: TUDO aquilo que você merece. E você merece muito.

Só mesmo o Rei para falar o que sinto:
Você meu amigo de fé meu irmão camarada, amigo de tantos caminhos
de tantas jornadas
Cabeça de homem mas o coração de menino, aquele que está do meu lado
em qualquer caminhada
Me lembro de todas as lutas meu bom companheiro, você tantas vezes provou
que é um grande guerreiro
O seu coração é uma casa de portas abertas, amigo você é o
mais certo das horas incertas
As vezes em certos momentos difíceis da vida, em que precisamos
de alguém para ajudar na saída
A sua palavra de força de fé e de carinho, me dá a certeza de que eu nunca
estive sozinho
Você meu amigo de fé meu irmão camarada, sorriso e abraço festivo da minha chegada
Você que me diz as verdades com frases abertas, amigo você é omais
certo das horas incertas
Não preciso nem dizer, tudo isso que eu lhe digo, mas é muito bom saber,
que você é meu amigo
Não preciso nem dizer, tudo isso que eu lhe digo, mas é muito bom saber
que eu tenho um grande amigo

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Marina Gouvêa, a poeta

Minha tia Marina já nasceu poeta mas só hoje ela lança seu primeiro livro. Então, esqueça aquilo que te ensinaram sobre não julgar um livro pela capa. Esta capa é um aperitivo do conteúdo e deve ser saboreado pois também é obra dela (originalmente um bordado que ficou em 1º lugar num concurso. Preciso falar mais sobre sua sensibilidade?).




Tenho o orgulho de ser leitora dela desde criança e certamente vem daí minha paixão pelas letras. Sempre ia (vou) à casa dela. E quando era criança, tipo oito ou nove anos, amava entrar em seu quarto para olhar os livros, muitos, muitos deles. Todos em uma estante de madeira escura, alinhados lado a lado. Cada dia admirava uma prateleira. Admirava as cores, os títulos.


Aleatoriamente escolhia um e lia a introdução... Mas não tinha nem idade e nem vocabulário para entender nenhum deles. Aí, ela ia até mim, falava um pouco sobre o autor, e sutilmente pegava um exemplar de literatura infantil (e depois infanto-juvenil) e me indicava. Na maioria das vezes eu lia lá mesmo, deitada em sua cama. Sempre fui muito abusada na casa da minha tia. E meu tio Zé Luiz (meu segundo pai) também não se importava. É certo que nem ele, nem meus pais e muito menos os primos - que brincavam na rua ou jogavam video game na sala - entendiam o que me levava a "perder tanto tempo" devorando aqueles livros. A primaiada toda lá tocando o terror, brincando horrores - na época o sucesso era o Atari. A galera lá se matando para avançar a fase do Pac Man e do Super Mario Bross e eu lendo. Sem entender nada, mas lendo. Como eu gostava daquele ritual...


De vez em quando, lia também suas poesias. Escritas a mão ou datilografadas. Tinha a do passarinho machucado, a do Ricardo, a do dia chuvoso em Paraty... Não me peça para indicar meu poema preferido - são todos lindos, suaves, profundos. Sou apaixonada por tudo - seja verso, seja prosa - que ela escreve. Minha poeta predileta transforma, com ajuda das palavras e com precisão cirúrgica, o fato mais banal, mais cotidiano em emoção, sentimento. Fruto de seu olhar puro, doce e carinhoso (reflexo de sua alma). Um exemplo aqui: bordar é, para muitos, atividade simples, um passatempo, para outros, ganha pão, expressão de criatividade. Para tia Marina, é poesia:





BORDANDO A VIDA


Por entre agulhas e linhas
Eu sigo bordando sonhos.
Colorindo as histórias da vida,
Faço o mundo mais risonho.

São muitos os pontos que uso
numa combinação feliz:
Ponto haste, mosca ou cheio
Espinha-de-peixe ou ponto nó
Ponto atrás, nó português
Ponto areia ou rococó
Ponto aranha, alinhavo
Falso matiz, nó francês.

Com o entra e sai da agulha
Construo castelos, pontes
Crio aves, flores, lagos
Vales, florestas e montes.
Se não acerto o bordado
Fecho os olhos, conto até três,
Desmancho ponto por ponto
E, com muita paciência
Começo tudo outra vez.

Quando os fios se embaralham
Não desanimo e, de repente,
Desato o nó com cuidado
E, confiante, sigo em frente.
Com a maciez das delicadas linhas
E os matizes de cada cor
Expresso as belas emoções sentidas.
Vejo o bordado com olhos de pintor

Porque bordar é pintar
Com linhas coloridas.
Com mãos de artista e carinho.
Em seda, itamine, algodão,
Fina cambraia ou puro linho


Eu sigo bordando a vida.
Até quando? Isso eu não sei.
Ao terminar, corto a linha
E digo baixinho: – Pronto, acabei!


Como já falei, ela nasceu poeta. E quem garante isso é minha mãe. Tem uma história que eu adoro: as três irmãs (Mammy, tia Marina e Dinda Verinha) arrumavam a casa (vovó Arquimínia fez a viagem muito cedo e deixou as meninas bem novinhas, então elas - sob o comando da minha mãe - eram as responsáveis pela casa). Naquela época, era comum passar cera no piso e cobri-lo com jornais (acho que era para o brilho durar mais). Minha mãe conta que tia Marina começava a colocar os jornais e ia aos pouquinhos se esquecendo do que tinha de fazer... Começa a ler as notícias, se desligava do mundo e lia, lia, se deixassem, lia a tarde inteira.


Minha mãe, elétrica que é, sempre achava a coisa mais estranha e bonita a tia fazer duas coisas tão aparentemente opostas ao mesmo tempo: embalar um filho bebê e ler. Era comum vê-la com um livro em uma mão e o filho sendo embalado na outra. Leitura e afeto sempre se misturaram nela.


Também nasceu com alma de professora: aos 14, 15 anos já tinha aluninhos, a quem alfabetizava em casa mesmo. Depois fez Faculdade de Letras e nunca mais parou de lecionar. Mesmo quando se aposentou continuava com alunos particulares que queriam prestar vestibular ou concurso.


Nunca estudei com ela no colégio. No colégio, é bom frisar, porque amava ter aulas particulares. Nunca fui má aluna em Português, mas não resistia a ter uma explicaçãozinha extra antes de uma prova. Foi com ela que aprendi as regras da crase. E nunca, nunca as esqueci. Ênclise, mesóclise e próclise também aprendi com ela. Ah, a primeira poesia que decorei foi na casa dela, da Alice Ruiz:


Assim que vi você

Logo vi que ia dar coisa

coisa feita pra durar,

(...)

Agora não tem mais jeito,

Carrego você no peito

Poema na camiseta

Com a tua assinatura

Já nem sei se é você mesmo

Ou se sou eu que virei alguma coisa tua


Eu teria uma infinidade de outras passagens para falar, mas meu coração está apertado demais por eu não ter podido ir ao lançamento do livro. Estou um pouquinho triste. No final do mês vou vê-la e dar o costumeiro abraço. Abraço de leitora, sobrinha, fã e quase filha.


PS: esta não é a primeira vez que falo da minha tia. Há cinco anos publiquei um conto (premiado, obviamente) aqui.


PS2: E esta aqui é a foto dela recebendo o prêmio pelo conto de que falei acima. Pra vocês verem que, além de poeta, sensível, inteligente, ainda é linda!



                                                      Fã              Poeta        Amigas

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Girassol - Ira!

Tento me erguer
Às próprias custas
E caio sempre nos seus braços
Um pobre diabo é o que sou
Um girassol sem sol
Um navio sem direção
Apenas a lembrança
Do seu sermão
Você é meu sol
Um metro e sessenta oitenta e cinco de sol
E quase o ano inteiro
Os dias foram noites
Noites para mim
Meu sorriso se foi
Minha canção também
Eu jurei por Deus
Não morrer por amor
E continuar a viver
Como eu sou um girassol
Você é meu sol
Eu tento me erguer
Às próprias custas
E caio sempre nos seus braços
Um pobre diabo é o que sou
Um girassol sem sol
Um navio sem direção
Apenas a lembrança
Do seu sermão
Morro de amor e vivo por aí
Nenhum santo tem pena de mim
Sou agora um frágil cristal
Um pobre diabo
Que não sabe esquecer
Que não sabe esquecer
Como eu sou um girassol
Você é meu sol

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Superação é o cacete

Aconteceu um episódio comigo que me fez (re) pensar a vida e nas surpresas que ela nos apresenta. Surpresas boas e outras nem tanto. E é sobre as "nem tão boas" que tenho me concentrado. Não que esteja em algum momento ruim, negativo ou a fim de me fazer de vítima.
É comum, num bate papo com amigos, ouvir alguém falar numa grande perda e vir com aquele discurso “sofri e dei a volta por cima". Geralmente quem "deu a volta por cima" não fala mais sobre isso.
Em muitos casos, quando uma tragédia se abate na nossa vida, a vontade é ficar em casa e nunca, mas nunquinha mesmo, sair dali. E isso adianta? Vai por mim: não adianta porra nenhuma. Mas é necessário sofrer um pouquinho, seja a sequela de um acidente, seja a perda de um amor ou até mesmo a morte de alguém querido. Passado o momento do "luto", o lance é continuar a viver. Do jeito que dá.
Se você é uma pessoa que sabe que a vida não é feita só de momentos felizes, que não entra numas de achar que a vida do vizinho é mais fácil do que a sua, você vai certamente seguir adiante, sem lamentações.
A vida é assim: leva embora um jovem saudável num acidente de carro, te sacaneia com um namorado infiel, te surpreende com uma demissão... Mas e aí? Vai ficar em casa chorando? Vai querer sair na porrada com o destino? Tudo perda de tempo.
Quem entra nessa de se revoltar não sai do lugar. Perde coisa pra caramba e nem se dá conta.
Várias vezes vi algo acontecendo com alguém e pensei "eu não aguentaria". Bobagem: a gente aguenta muito mais do que pensa. O que não dá é ficar pensando em coisas do tipo "por que comigo?". Quando olho atentamente para minha própria história de vida, vejo que também tenho meu quinhão de dor e sofrimento. E da mesma forma como recebo muito bem minhas vitórias, acho que tenho de aceitar meus tombos. E vou em frente, machucada, às vezes, mas se eu parar, passam por cima de mim.
Não me sinto nenhuma heroína por superar meus problemas. Acho isso uma bobeira danada. Não sou diferente de você, do meu amigo, da minha prima, do desconhecido que se senta ao meu lado no metrô.

Outro dia conheci um rapaz que ficou paraplégico há 4 anos, quando tinha 32 anos. Ele falou várias vezes que odeia quando o único assunto que puxam com ele é sobre as limitações: será que não dá pra conversar com uma pessoa legal, só isso? Por que a necessidade de ficar falando sobre um momento da vida dele? Ele tem vários momentos, e sua personalidade é formada por todos eles. O cara tem uma história de vida diferente da minha, mas certamente uma vida como a de todos nós: com grandes alegrias e algumas dores. Ele não é herói e achei o maior barato quando disse que não suporta quando chegam pra ele dizendo que ele vai superar, que é um guerreiro. Não! Ele não é nem quer ser. Não quer ser tratado como coitadinho assim como não quer ser modelo de nada pra ninguém. Quer ser feliz, aprendendo a viver com as limitações que a vida lhe impôs.

Essa história de "exemplo de superação" é coisa pra Globo Repórter, a vida é muito mais prática: ou você segue em frente, ou perde a sensibilidade e nunca mais aproveita a delícia que é olhar uma Lua linda no céu. 

Perder a sensibilidade das pernas é uma coisa. Devastador, de verdade, é perder a sensibilidade da alma.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Coisa de vagabunda - Clara Averbuck

Isso é coisa de vagabunda. Mulher que se dá o respeito não anda assim. Não faz isso. Não bebe, não anda pela rua com homem. Mulher que se dá o respeito não fala assim. É feio. É sujo. Mulher não pode ser suja, mulher tem que ser delicada, tem que ser comportada. Mas sensual. Mas não muito. Tem que saber fazer o jogo do esconde-revela. Tem que saber seduzir, a mulher. As que são lindas é só ser mesmo, né? Não precisa exagerar com salto e maquiagem, salto e muita maquiagem deixa a mulher vulgar, homem nenhum vai querer mulher assim ao seu lado, só pra usar e jogar fora. E as gordinhas, até elas têm vez, é claro que tem lugar pra todos nesse mundo, tem quem goste das gordinhas, tem quem goste de tudo, mas tem que se cuidar, gordona também não pode. Mulher tem que se cuidar. Mulher tem que. Mulher tem que se vestir bem, tem que se cuidar. Mulher tem que. Tem que. Tem que. Mulher não pode. Mulher tem que. Depois reclamam, né. Saem assim, andam por aí e depois reclamam quando acontece alguma coisa. O mundo não vai mudar porque vocês querem, o mundo é assim, mulher tem que se cuidar, se resguardar. Depois que a mulher pega fama, já sabe. Depois não reclama. Fazem o que fazem, vão pra rua mostrar os peitos, querem topiléssi na praia e depois reclamam. Não pode. Assim vocês não conseguem nada. Não pode, mulher não pode. Ensinam as filhas assim, depois reclamam quando aparecem grávidas, depois querem abortar, depois reclamam que os pais fogem. Fazem o que fazem e ainda querem arrumar marido. Assim ninguém respeita. Mulher tem que se cuidar. É só a mulher se cuidar que fica tudo bem. Mulher que se cuida, que fica em casa, que não sai por aí, vai acontecer o que? Mulher tem que se dar o respeito. Quer ser livre? Aguenta. Mulher que se respeita sabe que liberdade não é tudo isso. Liberdade, isso aí é papo de vagabunda, de feminista que quer estragar as mulheres. Estava tudo muito bem com as mulheres em seu lugar, até que veio uma querendo revolução e olha aí. Se tivessem homem pra proteger, não estavam querendo liberdade nenhuma. Mulher que se dá o respeito não quer liberdade. Liberdade é coisa de vagabunda.


*Clara Averbuck é escritora

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Flor Amarela


Que eu sou compulsiva eu sempre soube. Não gosto de nada "pouco", tudo meu é sempre "muito": não gosto mais ou menos de alguém, não leio de vez em quando, não como só um pedacinho. Sou exagerada e quero sempre mais, mais. Em tudo.
E essa parada de escrever vicia, é uma compulsão. Claro que não descobri isso agora, pois eu sempre escrevi (e que bom que optei por escrever, porque era bem capaz de optar por beber. Aí, meu bem, eu já seria uma Renatinha Hoitman desde criancinha). Mas há fases que os assuntos são mais profundos, outros menos, e tem época que simplesmente eu morro de preguiça. Sou de extemos, lembra?
Assim como nunca vou ler todos os livros que eu gostaria (sim, porque eu gostaria de ler todos os livros do mundo!), também não vou conseguir escrever tudo o que está aqui na minha cabeça, esta coisa lotada de idéias, de assuntos. Devo ter até uns parágrafos inteirinhos prontos. Mas não vai dar, porque falta tempo (eu trabalho um pouquinho,né? E meu chefe não viaja tanto assim, aquele ordinário. Custava?) e também porque daria um trabalho imenso... Aí, me lembrei de um poeminha que escrevi há uns 2 ou 3 séculos. Cabe direitinho aqui:



Flor Amarela

Tem muita notícia por aí
neste mundo louco.
Tem muita coisa
acontecendo nas ruas e esquinas.

Tem gente, tem show
tem briga e descoberta

Tem tiro, tem lei
tem tanta coisa por aí
que meus olhos se enchem
de uma preguiça marota.
Uma preguiça de pensar sério
nos assuntos sérios da vida.

Uma preguiça moleca
que me faz prestar atenção
no flor amarela do vestido da vitrine
.

domingo, 22 de dezembro de 2013

COMPANHEIROS DE 2013

Atualização da lista de LIVROS LIDOS (EM 2013)

* Melancia - Marian Keys - jan
* Sushi - Marian Keys - -março
* A Senhora das Velas - Agnaldo Silva - abril
* Casório? - Marian Keys - abril
* O mundo de Sofia - NÃO TERMINEI PORQUE ACHEI CHAAAATO
* As cinco pessoas que você encontra no céu -Mitch Albom - maio
* Travessia - maio
* Mas ele diz que me ama - maio
* O manual do canalha - vários autores - maio
* O caçador de pipas - Khaled Hosseini - junho
* Gordas e gostosas - junho (enésima vez. Praticamente um livro de cabeçeira)
* Elite da Tropa - Luis E. Soares, o gostoso do Capitão Pimentel e Andre Oliveira - junho (li pela 2a vez)
* A menina que roubava livros - Markus Zusak- julho
* Meninas Inseparáveis - Lori Lansens - julho
* É agora ou nunca! - Marian Keys - agosto (li pela 2a vez)
* Olga - Fernando Morais - agosto
* Eu estou OK, Você está OK - agosto
* Hoje Acordei gorda - Stella Florence - agosto (enésima vez, devo admitir)
* A caixa preta - Amoz Oz - agosto/ setembro
* Mamãe, por que sou gorda? - outubro
* Correndo com tesouras - Outubro


LIVROS QUE QUERO LER:
* Na praia
* Muito longe de casa - Ishmael Beah
* O Anjo pornográfico - Ruy Castro
* Férias
* Vergonha dos pés - Fernanda Young

sábado, 12 de outubro de 2013

Minha oração a Nossa Senhora Aparecida

Nasci em Aparecida, no Estado de SP. Meu nascimento estava previsto para o dia 14 de Fevereiro, mas no dia 3 de Janeiro, mamãe começou a "sentir o bebê mexer muito" e foi levada ao médico que a acompanhava, em Guaratinguetá (o hospital de Paraty era - ainda é - um lixo). Pois bem, o médico naquele dia não estava na cidade. Naquele dia ele atendia em Aparecida. Foram meus pais, minha Dinda Marina e meu Tio Zé Luiz para lá. 40 dias antes do esperado, cheguei ao mundo. Todo nascimento é especial, é, por si, um milagre da vida. O meu, modéstia às favas, foi um bocadinho mais milagroso, pois foi na cidade onde fica o Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Sou abençoada por ela, tenho absoluta certeza.
E hoje é o dia dedicado a ela, minha Mãezinha preta. Minha oração a ela é pessoal, informal e sucinta:
"Obrigada, Mãezinha" e "Mãezinha, me cubra com seu manto". Não é falta de respeito, é a informalidade que os próximos se permitem. E meu amor a Ela não precisa de rituais.
Hoje, 12 de Outubro de 2013, falarei o dia todo: Mãezinha, obrigada por todos os momentos que, mesmo sem pedir, você me cobriu com seu manto. Obrigada pela mãe que aqui na Terra toma conta de mim e cumpre o Seu papel. Obrigada porque eu tenho tudo aquilo que preciso para ser feliz. E obrigada, sobretudo, pelos momentos difíceis por que passo de vez em quando, porque são nestas horas que minha fé se renova e eu me entrego à sua proteção".

Aos mais formais, deixo aqui registrada também a "oração oficial". Que as benção da Virgem Maria possam abençoar a todos que leem este blog.


Senhora Aparecida, eu renovo, neste momento a minha consagração.Eu vos consagro os meus trabalhos, sofrimentos e alegrias, o meu corpo, a minha alma e toda a minha vida. Eu vos consagro a minha família! Ó Senhora Aparecida, livrai-nos de todo o mal, das doenças e do pecado. Abençoai as nossas famílias, os doentes, as criancinhas. Abençoai a Santa Igreja, o Papa e os bispos, os sacerdotes e ministros, religiosos e leigos. Abençoai a nossa paróquia, o nosso pároco. Senhora Aparecida, lembrai-vos que sois Padroeira poderosa da nossa Pátria! Abençoai o nosso governo. Abençoai, protegei, salvai o vosso Brasil! E dai-nos a vossa bênção.

terça-feira, 23 de julho de 2013