segunda-feira, 29 de junho de 2009

FRASE DO ANO

"O grande fetiche do homem é diminuir a mulher" (Claudia Raia, no "Irritando Fernanda Young")

Gente, adoraria discordar... mas contra fatos não há discussão.

domingo, 28 de junho de 2009

Diferenças

Quando a Leila Ferreira, colunista da Marie Claire, me disse que falaria sobre um dos meus textos no blog "Nós, Mulheres" não imaginei a repercussão que teria.
Foi uma surpresa legal e ao mesmo tempo meio tensa, afinal, recebi vários recados. Algumas mulheres se identificaram muito com o que escrevi, outras devem ter achado que sou uma encalhada frustrada e que vivo para cuidar do corpo. Outras me deram conselhos tão carinhosos, como se fossem velhas amigas. Por essas e outras é que continuo acreditando que amizade entre mulheres existe, sim. Ok, rola muita competição, mas talvez por eu não ser competitiva vou sempre defender que mulher pode, sim, ser ótima amiga de outra mulher.
Dentre vários comentários no blog, um me chamou especial atenção porque ia de encontro ao que a maioria de nós pensa: que felizmente conquistamos nosso espaço na sociedade. Foi uma grande e amada amiga minha quem escreveu e por isso me senti muito à vontade para respondê-la. Aposto que você pensou que fui logo tomando satisfações com ela e impondo meu ponto que vista. Que nada: não sou mais assim. Depois de brigar tanto pelo que eu achava ser o certo descobri que isso não existe. E como eu tenho mais o que fazer, não vou perder tempo querendo impor minhas idéias. Deixo isso para os outros.
Bom, minha amiga escreveu, eu respondi, ela respondeu novamente e assim, por expor nossas opiniões tão distintas, tenho certeza de que estamos aprofundando nossa amizade já tão indispensável em nossas vidas. Ganharemos as duas.
Minha amiga disse que talvez as mulheres tenham perdido a essência por ter ganho novos papéis tanto dentro da família como no mercado de trabalho, enfim, na sociedade como um todo. E sabe o que percebi? Que há muito preconceito contra quem pensa igual a ela. Fiquei indignada.
Acho um desrespeito essa divisão de "times" que nos cobram. Temos de escolher um lado: ou ser "mulherzinha", que é como chamam as mulheres que optam por cuidar da casa, do marido e dos filhos, ou ser "mulher independente", que são aquelas que optam por trabalhar fora, não ter filhos ou até não se casarem. Será que não dá pra respeitar a opção? Será que não dá pra pensar que ser uma coisa ou outra é questão de dom, de perfil? Será que dá para parar de julgar?
Trabalho desde cedo, pretendo estudar muito mais do que já estudei, Já casei, já separei, adoro viajar sozinha, não quero filhos mas pretendo viver grandes amores. Aliás, quando estou apaixonada, sou "mulherzinha" total: cuido do meu homem com muito carinho. Nem por isso deixo de ser eu. Sou feliz pra caramba. Tão feliz quanto minha vizinha que não teve oportunidade de nem ao menos conhecer a Ilha de Paquetá, mas que está feliz da vida porque tem filhos lindos, bem cuidados.
É questão de diferenças nas escolhas. Não dá pra julgar quem tá certa, que tem mais chances de ser feliz. Todas temos perfis diferentes, noções diferentes do que é a felicidade.
Viva a mulher que adora cuidar da casa! Viva a mulher que viaja sozinha pra Europa. Viva a mulher que escolheu ser feliz.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

MAIS DO PAULO LEMINSKI/ BEM NO FUNDO

no fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostariade ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela -- silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás nã há nada,
e nada mais.

Mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas

quinta-feira, 25 de junho de 2009

DRUMMOND. PORQUE O ASSUNTO É AMOR...

"O tempo passa ?
Não passa
O tempo passa ?
Não passa
no abismo do coração."

A dúvida do dia: dá pra continuar com cara de paisagem depois de receber notícias de um amor do passado?

MOMENTO "SONHAR NÃO CUSTA NADA"




VOCÊ CONHECE O PORTUGUÊS?



O UOL Educação disponibilizou um joguinho divertido para testar o conhecimento da nova regra de acentuação das palavras depois da reforma ortográfica.

Você pode escolher o nível de dificuldade, que vai de 1 a 4. Se mandar bem, você ainda ganha um "diploma".

quarta-feira, 24 de junho de 2009

DISCURSOS

Eu e a Lisa temos trocado e-mails. A gente mora longe pra caramba, não se conhece pessoalmente mas tem tanta coisa em comum...

Hoje ela fez um comentário sobre o post em que falo sobre ser feminina e me indicou um teste que tem numa matéria da Revista Época: QUAL O SEXO DO SEU CÉREBRO?

Fiz 16 pontos e o resultado é CÉREBRO FEMININO.
Lembrei de um episódio que aconteceu há muitos anos.

Sempre fui meio "sozinha", nunca fui de viver em grupos: casa cheia de deixa irritada, viajar com muita gente é dureza pra mim. Enfim, sou bem "bicho do mato". Quando me separei, passei a morar sozinha, comprei uma moto e ia levando minha vida. De vez em quando ficava triste por causa do rompimento, depois esquecia completamente o assunto, namorei bastante.
Um belo dia, sei lá porquê, cismei que eu estava muito isolada, vivendo de maneira muito independente. Quando digo que "sei lá porquê, cismei" é porque não sei mesmo porque fiquei pensando nisso: eu SEMPRE fui assim. Sempre resolvi minhas coisas e
tenho de dizer que adoro ser assim. Lá fui eu discutir o assunto na terapia. Falei mais ou menos assim:
- Dra, quero trabalhar mais meu lado feminino. Estou me sentindo muito masculina e isso não é legal. Olha pra minha vida: tudo meu é "coisa de homem". Até moto eu tenho. E moto grande!
Acho que é por esse lance de morar sozinha, sou eu pra resolver tudo, não posso contar com ninguém, não posso nem me dar ao luxo de ter medo de barata. Se aparecer uma, sou eu que tenho que matar. Acho também que é porque trabalho só com homem, dou ordem pra um monte de homem... Dra., quero trabalhar essa questão. Parece que deixei meu lado feminino esquecido...
- Aline, vamos por tópicos. Você mora sozinha. Ok. E como é a decoração da sua casa? É toda cheia de florezinhas, seu quarto tem até boneca; Você trabalha com homens. Ok. Eles te tratam como homem? Pelo que você diz, não, eles não te tratam como homem. Ao contrário: se bobear recebe cantada todo dia; Você tem moto. Ok, tem uma moto imensa. E nessa moto imensa você colocou um adesivo da Hello Kitty, usa uma jaqueta de couro branca e olha a cor do seu cachecol. É rosa. você é "viada" até demais. Reclama de outra coisa. Isso não cola.
Dei uma risada longa e concordei, afinal, tanto na faculdade quanto no trabalho, o pessoal me via chegando de moto e falava "Olha a Penélope Charmosa".
Saquei que estava prestando muita atenção no discurso de homens machistas e mulheres incapazes de se sustentar. E continuei levando minha vida, só parei de me isolar tanto. E com isso continuo até hoje descobrindo amigos muito queridos. Igual a ela e a tantas outras pessoas que costumam "passear" por aqui.

O CÉU DE ÍCARO TEM MAIS POESIA DO QUE O DE GALILEU...


Olha que bacana a exposição da CASA DA CIÊNCIA: ASTRONOMIA PARA POETAS.

De hoje até 14 de julho, vai rolar muita coisa legal. E a entrada é franca.

terça-feira, 23 de junho de 2009

MOMENTO POESIA

isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além


(Incenso fosse música - Paulo Leminski)

domingo, 21 de junho de 2009

UMA CANÇÃO PARA O DUDU. COM CARINHO




Eu levo essa canção
De amor dançante
PrA você lembrar de mim
Seu coração lembrar de mim

Na confusão do dia-a-dia
No sufoco de uma dúvida
Na dor de qualquer coisa

É só tocar essa balada
De swing inabalável
Que é o oásis pr'o amor

É força antiga do espírito
virando convivência
de amizade apaixonada
Sonho, sexo, paixão
Vontade gêmea de ficar
E não pensar em nada

Planejando
pra fazer acontecer
ou simplesmente
Refinando essa amizade

Mesmo que a gente se separe
Por uns tempos ou quando
Você quiser lembrar de mim
Toque a balada
Do Amor Inabalável
Swing de amor nesse planeta

Mesmo que a gente se separe
Por uns tempos ou quando
Você quiser lembrar de mim
Toque a balada
Seja antes ou depois
Eterna Love Song de nós dois

sábado, 20 de junho de 2009

O que é isso? O que é aquilo? Quem dissse que tem que ser assim?

Há dias uma amiga me disse que eu deveria ser mais feminina. Na hora não soube o que responder e fiquei com aquela cara de "como assim?". Tudo bem que não sou o melhor exemplo de "dama", mas daí a ser chamada de "pouco feminina" existe uma imensa distância.
Toda vez que a gente ouve algo inesperado, a resposta foge, né? E a gente só lembra de 332 argumentos depois, geralmente bem depois. Só que dessa vez eu não tive respostas, tive perguntas. Duas, para ser mais exata: O que é ser feminina? O que é ser masculina?
Ser feminina é não ter uma profissão, sonhar em casar com um bom partido, usar laço no cabelo, sapatinho de cristal ou não ter renda própria?
Ser masculina é dividir as contas, morar sozinha e não precisar de ajuda pra trocar lâmpada?
Quem falou que as coisas são assim? Onde tá escrito isso?
Aliás, sabendo que há muita diferença entre homens e mulheres, costumo dizer que há "coisas de menina" (se lembrar da data que conheceu o gatinho, escolher uma música para ser o "tema de nós dois", se desesperar com meio quilo a mais na balança) e "coisa de meninos" (esquecer o aniversário da própria mãe, pegar a 1a camisa da gaveta, não perceber que cortamos o cabelo). Já sofri tanto por ele não se lembrar que em tal dia fazia 3 meses que nos conhecemos. Hoje em dia sei reconhecer que "coisas de meninas" nem sempre são importantes para os meninos. E "coisas de meninos" às vezes assustam as meninas.
E vamos combinar que esse assunto já encheu o saco há muito tempo. Eu, pelo menos, não aguento mais. Mas insistem nisso, fazer o quê?
Então, sigo reafirmando minhas idéias sobre ser feminina, que está muito além dos laços de fita ou da eterna dependência financeira. Ser feminina, ser mulher, está ligado ao que passa no coração.
Hoje em dia confunde-se muito "ser feminina" com "ser inútil" ou, pior ainda, com ser "pegadora".
A gente conquistou, a duras penas, muitos direitos e não me parece inteligente deixá-los todos escorrerem pelo ralo só pra não ter de colocar a mão na massa, não ter de fazer esforço. E muito menos deveríamos desvalorizar o que conquistamos agindo como se fôssemos homens. Não somos.
Tudo tem limite. Inclusive os tais frutos da liberdade. A mulher tem direito de chegar no cara que ela tá a fim? Claro que tem. Tem direito de transar com quantos estiver a fim (um de cada vez ou todos juntos, tanto faz)? Claro que sim.
Só que a maioria não aprendeu a fazer isso direito. Já reparou que a maioria diz que não se importa de o cara nunca mais ligar pra ela, mas na verdade sofre horrorres quando ele some?Outras se transformaram em devoradoras de homens e tem vários aos seus pés. Isso é ser feminina, é ser mulher? Pra mim isso é carência.
Não acredito nesse discurso de "eu pego mas não me apego". Pra mim, é tudo mentira: elas até se divertem um pouquinho mas tomam remédio pra dormir só pra não terem de pensar se aquilo as está fazendo feliz.
Tem muita mulher exagerando na dose, achando que aquilo a torna atraente, fatal, mulherão.
Ou, então, ao contrário: ainda tá esperando pelo príncipe encantado.
Continuo achando que a espontaneidade é fundamental. Por isso, não vou mudar: serei feminina pelo meu jeito de olhar o mundo, de amar meu homem e de me comover com a Lua linda que tá fazendo lá fora.
Os sapatinhos de cristal, as dependências emocionais ou financeiras, as inversões de papel, eu deixo pra quem ainda não descobriu como é bom ser você mesma.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

SOBRE CARINHOS, ENCANTOS E UM BILHETE APAIXONADO

Não sei se foi aquele sorriso que faz fechar os olhinhos ou se foram os olhos castanhos ou até mesmo a voz de menina ao telefone. Que mistério saber o que a fez entrar em meu coração.
Sorriso doce e um charme que não de onde vinha, tento entender até hoje.
E o jeito com que fazia carinho na minha orelha? Tudo aquilo era demais pra mim. Gamei.
Era capaz de passar dias abraçado a ela, que sabia se encaixar ao meu corpo como se tívessemos a mesma forma. Tão única, tão ela, tão solta.
Por alguns minutos esqueço-me do quanto porde ser dominadora, debochada... Eu, homem de alma serena, nunca perdia a paciência. Até isso ela sabia fazer. Valente, manda eu calar a boca e brigava mesmo. Nunca tolerou muitas coisas. Mas como eu conseguiria enfrentá-la? A danada me desarmava. E ainda ria de mim, no final da briga.
Encontros e desencontros só me fizeram saber que é amor. Num milésimo de segundo sinto medo, porque sei que nada pra ela é pra sempre e eu quero um pra sempre pra gente.
Sua alma solta é oposta ao meu caminhar tão contido. Mas se já fui louco pra me deixar apaixonar, continuo louco e quero um pra sempre.Pensa nisso, menina-feiticeira. E não para nunca mais de mexer na minha orelha. Eita carinho bom.

TEM HORA QUE É HORA DE ZERAR-SE

    Tenho pensado muito em como as pessoas se perdem delas mesmas, de como se camuflam ou se apresentam de um jeito diferente do que elas realmente são. Talvez seja parte daquilo que a gente chama "viver em sociedade": é preciso inventar uma personagem e vendê-la, para ser aceito ou até para não assustar os outros.
    Agora há pouco ouvi uma música que me arrepia e me faz refletir toda vez que a ouço: Canto de Ossanha do (magnífico Vinícius de Moraes e do não menos sensível Toquinho):

"Quem dá mesmo não diz
O homem que diz "vou" não vai
Porque quando foi já não quis
O homem que diz "sou" não é
Porque quem é mesmo é "não sou"
O homem que diz "estou" não está
Porque ninguém está quando quer
(...)
Vai, vai, vai, vai amar
Vai, vai, vai, vai sofrer
Vai, vai, vai, vai chorar
Vai, vai, vai, vai dizer
Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor"

    Já reparou que tem muita gente que se anuncia muito, que perde tempo dizendo que faz isso e aquilo? Puxa, geralmente quem faz o que sente vontade não costuma sair por aí anunciando. Faz e pronto.

    Tem gente que diz "quero ser feliz", "vou mudar de vida", "não estou na fase de me envolver com ninguém". Gente, tantos planos, tantas condições... pra quê? A gente só tem que fazer uma coisa: viver. E deixar rolar: quando deixamos de querer fazer nosso destino e aceitamos o que aparece, somos felizes.

    Acho uma contradição dizer "eu quero mais é ser feliz", mas impor tantas condições e exigências e assim não aceitar/ enxergar o que a vida nos oferece. Às vezes de bandeja, até.
    Tem tanta gente por aí economizando emoções, dizendo que quer recuperar o tempo perdido. E isso lá existe? O tempo que passou, passou. E se você o julga perdido, é pura ilusão pensar que vai recuperá-lo. O jeito é viver o novo tempo que e aproveitar o que ele oferece. Ser feliz com o que ele oferece. Mas ser feliz por inteiro e não aquela felicidade parcelada em 36x, quem nem nas Casas Bahia. Ser feliz é consequência disso: do que se faz com o que a vida oferece. A busca pela felicidade é caçar o que nos é importante: realizar sonhos, viver paixões, entregar-se.
    Não dá pra querer ser feliz se a cabeça está cheia e condições. É preciso coragem para zerar-se e ir aonde imaginamos estar o que nos fará feliz.
    Esvaziar-se de emoções passadas para encher-se de outras. Recomeçar quando o fim de algo se anuncia. Recomeçar sempre é fundamental. Exige coragem, mas quem disse que dá pra ser feliz sob o manto da covardia?
    Tá infeliz no trabalho? Recomeça. Muda o jeito de fazer as tarefas diárias. Se não resolver, pede demissão. Não parcele sua felicidade. Tá infeliz no relacionamento respira fundo, cria coragem e parte pra outra. Vai doer pra caramba no início, mas vale a pena. Não se contente com amor parcelado. Tá infeliz com os amigos? Conheça gente nova, não se deixe virar um resmungão por estar com um grupo que já não tem mais nada a ver com você.
    São atitudes simples, e o simples nunca foi e talvez nunca será fácil. A vida não é fácil. Viver é difícil pacas. Tanto quanto sobreviver. Cada um tem suas dificuldades e facilidades para não se reciclar nunca existem aos montes.

Vai. Vai. Vai amar. Vai. Vai. Vai sofrer. Vai. Vai viver.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

PELICA, UM BEIJO DA ALINE MELLO

Tenho um grande amigo, o Henrique Pelissari. Trabalhamos juntos por 10 anos e, mesmo fora da empresa há 3 anos, mantemos contato. Ele me chama de Aline Mello e eu o chamo de Pelica.
Nós fazemos aniversário no mesmo dia, só que ele nasceu 10 anos antes de mim, então brincávamos dizendo somos "gêmeos atrasados".
Ele é aquele tipo de pessoa que dá orgulho ter como amigo, sabe? Um cara batalhador, honesto, esforçado. Sempre me dava conselhos úteis e carinhosos.
Há uns 8 anos, conheceu uma menina muito legal e os dois se casaram. Ele me disse que tinha medo de casar, pois conheceu muitas garotas que não pensavam no futuro, que só estavam a fim de zoação e ele não queria isso pra ele. De fato, a Patrícia parece ter nascido pra ele. E eu sempre admirei o jeito que eles encaram o compromisso do casamento, os sonhos que conquistaram juntos.
Um dos conselhos que ele me dava (e ainda dá!) é para eu ter cuidado ao me relacionar com alguém. Eles diz que tem muito "aproveitador querendo se dar bem com uma mulher como você". Quando arrumo um namorado, ele me faz mil perguntas sobre o cara, parece irmão mesmo, quer saber se o cara é sério, se isso, se aquilo. Dou risada mas sei que esse é o jeito de ele mostrar o quanto me quer bem.
Desde que se casaram, ele e a Patty tentavam engravidar. Fizeram tratamento e um monte de coisa, mas nada acontecia. Até que em Janeiro passado, fizeram uma viagem e... bingo! Patty engravidou.
Nossa! Como ficamos felizes. Todos os amigos do trabalho acompanhavam a gravidez com uma euforia, pois sabiam o quanto aquele bebê era desejado.
Há uns 2 meses ele me falou todo contente que seria uma menina. Teve até churrasco pra comemorar a notícia.
Ontem à noite, um amigo me ligou pra dizer que a Patty teve complicações e precisou fazer uma cesárea às pressas. A Lívia nasceu com apenas 5 meses, na 4a-feira passada. Apesar de todo recurso da maternidade, o bebê não resistiu e faleceu ontem.
Passei a noite em claro, rezei pela alma da pequena Lívia, pedi a Deus para dar força ao casal... mas o que eu queria mesmo era poder ajudá-los, fazer alguma coisa. Como não há nada que eu possa fazer, tô aqui escrevendo, que é a única coisa que sei fazer.
Dessa forma, eu sinto que tô abraçando esse casal tão querido. Com a vantagem de eles não me verem chorando, que é o que tô fazendo desde a hora que recebi o telefonema.
Nem minhas lágrimas e muito menos minhas palavras vão ajudar ninguém a superar essa dor, mas é meu jeito de dizer que estou solidária, que deve haver uma explicação para isso tudo.
Ah, se eu pudesse reescrever esta história...
Pelica, receba todo o carinho dessa sua amiga aqui. Da mesma forma que você foi solidário e ficou ao meu lado naquele momento triste da minha vida, eu estou aqui, à disposição e fazendo o que você fez: pedindo a Deus que dias melhores venham logo.

PARA MEU "IRMÃO" HENRIQUE



Henrique e Patrícia,

que Deus os ilumine neste momento tão difícil.
A Lívia vai ser o anjinho que olhará por vocês para sempre.

Com todo carinho,

Aline

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Pra um menino, com carinho

PS: Feliz aniversário amanhã
(a figura bonitinha eu peguei aqui, no Blog Mão na Roda)

terça-feira, 9 de junho de 2009

FAZ ESCURO

Tenho andado bem ocupada e por isso não deu pra publicar este post no dia certo: 29 de Maio.
É que naquele dia fez 18 anos que um grande amigo meu, o Cazé, morreu.
Foi muito marcante essa perda por vários motivos e talvez o mais forte dele é que foi o 1o. contato que eu e meus amigos tivemos com a morte. Éramos todos jovens felizes, cheios de sonho e com uma vontade louca de aproveitar cada segundo de vida. De repente, um acidente de carro levou um cara de 19 anos. Velar o corpo do Cazé foi uma espécie de ritual de entrada na vida adulta. A partir daquele dia não seríamos mais imortais e eternos, como todo jovem jura que é.
Confeccionamos uma coroa de flores com a seguinte inscrição : SAUDADE ETERNA DA GALERA QUE TE AMA.
Não me lembro de quem foi a ideia, mas sei que a pessoa escolheu as palavras exatas: SAUDADES ETERNAS, pois ainda hoje sentimos todos a falta que aquele cara "alegre e extrovertido" faz.
Quando cheguei em casa de volta do sepultamento, fiz o que sempre faço quando estou triste: procurei um livro de poesia. Poesias sempre me dão algum tipo de conforto nessas horas.
Encontrei uma propaganda do livro de um poeta chamado Thiago de Melo, que trazia uma poesia cuja última estrofe diz assim :

FAZ ESCURO MAS EU CANTO/ PORQUE A MANHÃ VAI CHEGAR

Naquele momento fazia mesmo muito escuro, mas, jovem que era, entendi que deveria cantar porque a manhã chegaria e talvez amenizasse aquela dor tão forte no coração.
De fato chegaram outras manhãs que me mostraram que a vida há de seguir, não importa quantos amigos sepultemos.

Um dia na escola, numa sala vazia, eu me preparava para fazer uma prova quando entrou um senhor muito educado, deu-me bom dia e perguntou o que achei da palestra. - Desculpa, senhor, eu não pude assistir pois estava em prova. Sabe como é, o vestibular é daqui a pouco e os professores não liberaram o 3o ano pra palestra. Peraí, o senhor é o poeta Tiago de Melo, não é?
Sorrindo, ele disse que sim e me estendeu a mão.

Meus olhos encheram-se de lágrimas: naquele dia fazia 1 ano da morte do Cazé. 1 ano depois de ser confortada pela poesia, lá estava o poeta a me apertar a mão. Contei o episódio e falei da importância daquelas palavras, que não li somente como poesia e sim como uma instrução: CANTA, MENINA! A MANHÃ VAI CHEGAR QUERENDO VOCÊ OU NÃO. CANTA PORQUE OUTRAS PERDAS VIRÃO E NÃO SE PODE ENTREGAR O JOGO NO PRIMEIRO TOMBO.

Agradeci a ele por ter escrito aquilo, ao que ele respondeu: e ainda tem gente que pergunta qual a graça de ser poeta... Agora já sei o que responder: ser poeta é bom porque a gente faz meninas sorrirem, mesmo quando tudo parece sem saída.

Até hoje eu e meus amigos sabemos que há um pedacinho nosso enterrado junto com o Cazé, também com a Lili, com o Júnior... Mas aprendemos a cantar para celebrar as manhãs, que sempre chegam.

“Madrugada camponesa.
Faz escuro (já nem tanto),
Vale a pena trabalhar.
Faz escuro mas eu canto
Porque a manhã vai chegar.”

Cazé, sei lá onde você está. Mesmo assim, fica aqui uma homenagem da amiga.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

SAUDADE

Esse pedacinho da música "Sonhos" não me sai da cabeça esses dias:

Ter saudade até que é bom
É melhor que caminhar vazio

E aí, só pra me sacanear tem uma Lua maravilhosa refletindo aqui na minha janela.



Notícias

PessoALL,
Obrigada pelas mensagens de carinho. Já estou ótima.
Foi uma mistura de gripe com um exercício que não posso fazer (mas esqueço e faço). O resultado foi muita dor de cabeça (por isso não escrevi estes dias), dor no corpo e vontade de ficar quietinha em casa. Tomei uns remedinhos e fiz 02 sessões de shiatsu.
No final de semana já estava bem, mas ainda não podia ler (porque a cabeça doía ainda mais), assisti a um montão de filmes:

* O Leitor;
* Ele não está tão a fim de você;
* Tomates verdes fritos;
* Outono em Nova York

Filme + cafuné foi tiro e queda: tô novinha em folha hoje.

Beijocas

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O melhor texto que eu não escrevi


Hoje acordei com uma vontade doida de escrever. Havia mil motivos e 3mil assuntos. Mas estou meio doente e a cabeça, em vez de pensar, só dói. Não é a única: dói o ombro, a panturrilha... EU QUERO A SOPINHA DA MINHA MÃE.

DA SÉRIE: SOMOS ETERNAS INSATISFEITAS

quarta-feira, 3 de junho de 2009

FESTA DO DIVINO EM PARATY

Do 22 e até 31 de Maio aconteceu a Festa do Divino em Paraty.
Eu poderia falar mil coisas sobre o que esta celebração representa mas certamente não conseguiria expressar nem metade do significado desta festa em homenagem ao Divino Espírito Santo. Felizmente encontrei um vídeo bem explicativo: o querido Padre Roberto, os festeiros daquele ano (2007) e outros devotos falam sobre o que esses 10 dias de celebração representam para a cidade.
Que o Espírito Santo abençõe você e sua família. SÃO MUITOS OS MISTÉRIOS DA FÉ.

terça-feira, 2 de junho de 2009

NÃO CORTEI, NÃO!








Atendendo a pedidos, informo que não, não foi dessa vez que cortei o cabelo do jeito que tava querendo.

Vontade (e incentivo) foi o que não faltou, mas a palavra final ficou por conta por quem manda em mim: a Lara. E ela disse "nem pensar". Sabe como é, Tia Coruja não costuma ser desobediente.

Então, continuo com o cabelo normalzinho...

ATAQUE ÀS CALORIAS



Que eu tô de dieta não é novidade: isso faz parte de mim. Às vezes me pergunto se já cheguei naquele estágio das obsecadas por emagrecer. Outras vezes eu tenho certeza de que já ultrapassei esse estágio. Se eu falar que acordo e dou "bom dia" pra balança vai ter gente que vai achar exagero. Juro de pés juntos que faço isso.

Depois de 3 meses de preguiça, voltei pra academia. Só que ando meio de saco cheio de fazer esteira (acho que ainda não consigo correr e fazer a aula em grupo), bike e spinning me doi a bunda. Então resolvi fazer uma aula diferente. Resultado: tê quebradinha. Fiz uma aula de BodyCombat ou algo do tipo e juro por Deus: não piso mais lá.

É uma mistura daquelas aulas de aeróbica, com muita coreografia: um bando de maluco correndo, mexendo os braços, pra um lado, pro outro, enquanto a perna vai pro outro. Tudo isso regado à música muito alta, do tipo estoura tímpano e professora com cara de sádica.

Bem, fiz a aula toda (1 hora!!!!!!), mas acho que só conta a metade, afinal, fiz a parte aeróbica e deixei a coreografia pra lá. Pô! Sou acostumada a correr, né? Correr é em linha reta. Sem contar que é só inspirar e expirar. Quando bate o cansaço é só diminuir o ritmo... faz um bem danado pra mente (além de mandar pra puta que as pariu as malditas calorias). Mas essa aula que experiementei... fala sério. É muita informação: perna pra cá, mão pra lá, pescoço pra não sei onde... Vai, volta, bate palma. Uma loucura. Eu que tenho até certa dificuldade em falar ao celular e andar ao mesmo tempo, achei aquilo lá coisa de outro mundo. E o pior: tuuuuudo doi hoje. Perna, braço (fiz até flexão, dá pra acreditar?), calcanhar.

Amanhã volto pra minha aulinha de abdominal e alongamento. Enquanto minhas pernas estiverem neste estado, não consigo nem pensar em esteira.
Existem jeitos melhores para se queimar calorias


segunda-feira, 1 de junho de 2009

DICA DE PROGRAMINHA PRA ESSA SEMANA


ADORO a Fernanda Takai e este CD, só com músicas da Nara Leão, é o máximo. Claro que já tenho o meu. Autografado, claro.